|
QUADRO GERAL
DE NOTÍCIAS DO DIA |
|
COMISSÃO
DE ANISTIA 01/11/08 Folha afirma que a posição da AGU criou uma crise no
governo. Os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi
(Direitos Humanos) criticaram publicamente a decisão do órgão. Agora, eles
planejam uma estratégia para derrubar o texto e forçar ministro José
Antonio Dias Toffoli (AGU) a formular outro texto.
O presidente Lula, que estava ontem em Cuba, disse que tentará resolver o
caso na volta ao país: "Segunda vou conversar com a AGU e com o Vannuchi e verei o que é preciso fazer para evitar
qualquer transtorno", disse o presidente. Reportagem ressalta ainda que,
após ter criticado a AGU, o ministro Tarso Genro defendeu Toffoli: "O ministro Toffoli
não tem nenhuma posição favorável à proteção de qualquer violência aos
direitos humanos. Ele disse que em hipótese alguma estava defendendo o Ustra, muito menos a tortura", afirmou o ministro da
Justiça. Estadão informa que Tarso Genro avaliou que a AGU
apresentou uma interpretação "tecnicamente equivocada", embora
"respeitável", em processo sobre os coronéis reformados do Exército
Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, mas ressaltou que a ação não atinge
instituições do Estado brasileiro. A ação pede a responsabilização de ambos
por tortura, mortes e desaparecimentos no regime militar. O ministro disse que
têm sido divulgadas versões equivocadas sobre o caso e procurou esclarecer o
que considera o aspecto mais importante. "O entendimento que o Ministério
da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos têm é que esta ação não
atinge em nada nenhuma instituição do Estado brasileiro", frisou. A ação, observou Tarso, pede que, caso seja condenado, Ustra seja obrigado a devolver à União indenizações pagas
a pessoas torturadas. O Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos
Humanos defendem que, chamada a emitir posição no processo, a AGU deveria apresentar
manifestação formal de acompanhamento da ação. Desta forma, não alegaria que
a tortura está abrigada na Lei da Anistia e nem a prescrição destes crimes,
evitando entrar no mérito da causa, já que a ação não envolveria condenação
pecuniária da União. Folha noticia ainda que, criticada por setores do governo
federal por ter emitido parecer que considera anistiados os crimes de tortura
cometidos durante a ditadura (1964-1985), a AGU (Advocacia Geral da União)
pediu à Justiça uma citação para que a União cumpra, em 120 dias, a sentença
judicial que determinou a localização das sepulturas dos integrantes da
guerrilha do Araguaia e a abertura dos arquivos do episódio. Estadão informa que a Comissão de Mortos e Desaparecidos do
Ministério da Justiça, que ganhou notoriedade por exigir a localização
dos corpos das vítimas do regime militar, guarda em seus armários há 12 anos
ossadas de 10 guerrilheiros. Ex-combatentes da ditadura e parentes de mortos
se queixam de que o grupo pouco faz para identificá-las. "Eles não
fizeram nada, não fazem e não vão fazer", protesta Danilo Carneiro,
primeiro guerrilheiro preso e um dos 20 sobreviventes da guerrilha do
Araguaia, ocorrida durante o regime militar. Entre 1996 e A assessoria de imprensa da
Comissão de Mortos e Desaparecidos confirma que restos de ossadas de dez
pessoas estão "acomodados em caixas próprias" no prédio do
Ministério da Justiça. Segundo os assessores, os ossos não estão em bom
estado e a demora na identificação se deve à dificuldade do processo de
obtenção de informações genéticas. Alega ainda que o exame de DNA, mais
eficiente, é uma tecnologia recente. Estadão informa que o governo vai lançar o projeto
"Memórias Reveladas", destinado a abrir de vez os arquivos da
repressão política do regime militar (1964-1985). O projeto prevê a disponibilização na internet, para consulta online, de todo material da repressão em poder do Arquivo
Nacional, além de uma campanha de coleta de documentos guardados
clandestinamente por militares, agentes da repressão e particulares. Há hoje
mais de 13 milhões de documentos microfilmados e
catalogados no Arquivo Nacional. |