|
QUADRO GERAL
DE NOTÍCIAS DO DIA |
|
COMISSÃO
DE ANISTIA 02/11/08 - Tortura Jânio de Freitas, na Folha, informa que a Advocacia Geral da
União, inovando na sua finalidade, assumiu a defesa dos militares praticantes
ou mandantes dos crimes da repressão ditatorial, dando a anistia como
impeditiva de qualquer sentença contra os coronéis Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, em
processo que lhes move o Ministério Público sobre indenização de vítimas. Já
o secretário de Direitos Humanos, o determinado Paulo Vannuchi,
e o ministro da Justiça, Tarso Genro, defendem posição equivalente à do
Centro de Justiça e Direito Internacional (Cejil,
na sigla em inglês), que na acusação ao Brasil sustenta não ser possível,
pela jurisprudência e acordos internacionais, a prescrição dos crimes contra
a humanidade, como o de tortura e suas conseqüências. Nota publicada Indenizações em xeque - O TCU está para julgar
representação do Ministério Público no tribunal pedindo a revisão das
indenizações concedidas em prestações mensais, permanentes e continuadas pela
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Instrução técnica do TCU
recomenda que o pedido seja acatado só para servidores públicos estatutários
e militares. A representação alega que essas reparações nada mais são do que
aposentadorias ou pensões. Assim, caberia ao TCU fiscalizá-las para evitar o
acúmulo de benefícios recebidos com base no mesmo fundamento, e a
ultrapassagem do teto do funcionalismo público federal. Carta Capital afirma que esquentou a queda-de-braço dentro do governo em torno da
responsabilização dos militares e policiais que assassinaram, torturaram e
participaram do desaparecimento de presos políticos durante a ditadura. Na
segunda-feira 27, o ministro Paulo de Tarso Vannuchi
afirmou que voltará à "sociedade civil", caso prevaleça no governo a posição da AGU na ação que envolve os coronéis da
reserva Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Maciel, ex-comandantes do DOI-Codi.
Segundo a revista, em linhas gerais, a contestação da AGU abraça a tese dos
que preferem "passar uma borracha" no período da repressão. Em
reunião extraordinária, realizada na quarta-feira Carta Capital publica artigo de Emiliano José, que afirma que a
família Teles conseguiu que o coronel reformado Carlos Alberto
Brilhante Ustra, o criminoso que dirigiu o
DOI-CODI, fosse declarado torturador pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.
Ele torturou pessoalmente, com requintes de absoluta crueldade, como era de sua
característica, Maria Amélia de Almeida Teles, César Augusto Teles, que eram
casados, e Criméia Schmidt de Almeida, além de ter,
também, torturado os filhos de Maria Amélia e César, Janaína e Edson Luís. Nota publicada na seção A Semana, da Isto É: Fantasmas da ditadura - O secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, exige que o advogado-geral da União, José
Antonio Toffoli, reveja parecer contrário à punição
de torturadores na ditadura militar. Toffoli
entende que a Lei da Anistia abrangeu guerrilheiros
e repressores - há o princípio da conexidade. A ministra Dilma Rousseff,
egressa da luta armada, acha que a tortura é "um crime
imprescritível". Segundo Vannuchi,
Lula é quem resolverá o impasse. |