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STF PEDE INFORMAÇÕES A LULA E A GARIBALDI SOBRE LEI DA ANISTIA |
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O GLOBO 03/11/08 O
ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Garibaldi
Alves (PMDB-RN), prestem informações sobre a punição para as autoridades
militares que torturaram e mataram presos políticos durante a ditadura
(1964-1985). Após os esclarecimentos do presidente e do senador, Eros Grau
quer que o caso seja remetido ao procurador-geral da República, Antonio
Fernando de Souza. A
decisão do ministro se refere ao julgamento da ação da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) que pede que a Corte declare que os crimes praticados por militares
e policiais durante a ditadura não têm a cobertura da Lei de Anistia. A
entidade sustenta que os torturadores não estão protegidos pela anistia e
devem responder pelos crimes que cometeram. Pressionada,
AGU cogita mudar recurso sobre tortura
Reportagem
de Jailton de Carvalho publicada nesta
segunda-feira pelo GLOBO mostra que a polêmica entre o advogado-geral da
União, José Antônio Toffoli, e os ministros Tarso
Genro (Justiça) e Paulo Vanucchi (Direitos
Humanos), sobre a prescrição ou não de crimes de tortura cometidos durante a
ditadura militar, pode chegar ao fim antes que o presidente Lula intervenha
diretamente na questão. No fim de semana, em conversas reservadas, Toffoli admitiu pela primeira vez que pode mudar trechos
da defesa apresentada pela AGU em ação do Ministério Público contra o coronel
Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de ser um
dos principais torturadores da fase final da ditadura. Toffoli
teria pedido a Tarso e Vanucchi que encaminhem à
AGU explicações por escrito sobre as razões técnicas e jurídicas que pudessem
justificar uma posição diferente da apresentada pela instituição à Justiça
Federal. A partir daí, ele teria condições de decidir se caberia ou não
alguma alteração na posição original da AGU. Toffoli,
segundo interlocutores, argumenta que até ministros do Supremo fazem pedidos
de vista e revêem votos. Mas, até o momento, nenhum dos ministros que se
queixaram publicamente contra a AGU atendeu as solicitações de Toffoli. Em
entrevista coletiva na sexta-feira, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, militante ativa contra a ditadura militar,
período no qual ficou três anos presa e foi torturada, declarou que considera
o crime de tortura imprescritível. O comentário foi uma resposta à pergunta
sobre a postura adotada pela AGU, que considerou que crimes de tortura foram
perdoados pela Lei da Anistia, de 1979, anterior à Constituição atual, que é
de 1988. |