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QUADRO GERAL
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COMISSÃO
DE ANISTIA 04/11/08 Punição a torturadores Jornais destacam que o presidente do STF, ministro
Gilmar Mendes, afirmou que os crimes de terrorismo são imprescritíveis, assim
como os delitos de tortura, ao comentar as manifestações da ministra Dilma Rousseff de que os
torturadores do período de regime militar não são beneficiados pela
prescrição. "Essa discussão sobre imprescritibildade
tem dupla face. O texto constitucional também diz que o crime de terrorismo é
imprescritível", afirmou Mendes. Procurada ontem, a ministra não quis
comentar as declarações do presidente do STF. Mendes participou do debate
"Democracia e o Estado de Direito", # Jornais noticiam que o ministro Tarso Genro
disse ontem que a AGU tomou "decisão pessoal", e não de governo, ao
considerar perdoados pela Lei da Anistia os crimes
de tortura cometidos na ditadura militar. De acordo com a Folha, o
ministro da Justiça, que ao lado de Paulo Vannuchi
foi a público condenar o texto do órgão, afirmou a contestação da AGU terá de
ser refeita de forma "técnica". "Essas contestações geralmente
não são decisões de governo, são decisões técnicas da AGU. Talvez esteja aí
exatamente a questão que tenha de ser resolvida
agora", disse Tarso. "Foi decisão pessoal da AGU e não uma posição
de governo". O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, foi chamado ontem pelo presidente Lula ao
Planalto para explicar sua interpretação da lei. Segundo a Folha apurou, Lula
pediu que Toffoli estude
mudar a parte do parecer que assevera que a Lei da Anistia se estende a
crimes de tortura na ditadura militar. # Estadão destaca que o presidente Lula, contrariado
com a migração para dentro do governo de uma crise que vai se resolver no
Judiciário, determinou a seus ministros que não haja posicionamentos públicos
sobre a interpretação a ser dada à Lei de Anistia. Para Lula, "a última
palavra não será de A, B ou C" nem dele. Caberá ao STF decidir sobre o
tema, ao julgar as ações que lá tramitam, definindo que tipos de crimes estão
ou não cobertos pela legislação. A reportagem destaca que, apesar disso, na
tarde de ontem, o ministro Tarso Genro voltou a falar sobre o tema,
insistindo em que a AGU deveria reformar o texto do parecer. "A posição
da AGU foi uma posição profissional, técnica. Não há nenhuma postura do
ministro Toffoli de que no caso de quem cometeu os
delitos de tortura a anistia deva ser aplicada de maneira indiscriminada.
Essa defesa técnica pode ser corrigida", declarou ele, ressalvando que
"essa correção deverá ser feita de uma maneira técnica, adequada,
negociada entre a AGU e principalmente a Secretaria de Direitos
Humanos", acrescentando que "o Ministério da Justiça entra para
colaborar nesse diálogo". E emendou: "O que queremos é colaborar
para que aquilo que é um impasse meramente jurídico não se transforme em
contencioso político." # Jornais informam que o ministro Eros Grau pediu
informações ao presidente Lula e ao Legislativo sobre a Lei de Anistia. Ele é
relator da ação que questiona no STF a anistia de policiais e militares que
praticaram supostos atos de tortura durante o regime militar. O presidente e
o Congresso devem se manifestar em cinco dias. Na seqüência, o processo segue
para a Procuradoria Geral da República e só depois volta à análise do
ministro. # Estadão entrevista
o jurista e professor emérito da USP, Dalmo Dallari, que declara que
não tem dúvidas de que o crime de tortura - inafiançável e não sujeito a
anistia, segundo todos os tratados internacionais assinados pelo Brasil - não
está coberto pela Lei de Anistia aprovada em 1979. "É absurdo
classificar a tortura como crime político, quando é uma aberração do sistema,
que não está prevista nem nas leis da ditadura", afirmou. Dallari lembra
que defende a aplicação da lei também contra guerrilheiros que tenham
torturado inimigos. # Estadão entrevista também o jurista Ives Gandra Martins e o apresenta como ex-membro da Anistia
Internacional e conselheiro da OAB nos tempos do regime de exceção. Ele
prefere chamar de "anistia seletiva" as propostas dos ministros Tarso
Genro e Paulo Vannuchi. "O entendimento da
Constituição é claríssimo: há uma anistia absoluta, que põe uma pedra sobre o
passado. Estou convencido de que não cabe nenhuma interpretação
diversa." Martins afirma que a interpretação da AGU e do advogado-geral,
Antonio Carlos Toffoli, e do ministro Nelson Jobim,
é irretocável. "Tivemos a anistia absoluta para os dois lados e não
somente para os que enfrentaram o regime. O contrário seria considerar o
ditador Fidel Castro, um verdadeiro genocida, de
forma branda", afirma. # Em editorial sobre a Anistia, Estadão
afirma que a AGU se encontra numa posição politicamente delicada porque o
parecer da que elaborarou está sendo duramente
criticado por setores do próprio governo, especialmente pelo Ministro da
Justiça, Tarso Genro, e pelo secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi. O jornal lembra ainda que o país foi acionado na Comissão Interamericana de Direitos
Humanos da OEA pela ONG Center for Justice and International Law e ressalta a inquietação setores militares. O texto
enumera as opiniões favoráveis à AGU do general da reserva Osvaldo Pereira
Gomes, do ministro da Defesa, Nelson Jobim pelo presidente do STF, Gilmar
Mendes, colocando-os em contraposição aos ministros Tarso Genro, Paulo Vanucchi e Dilma Rousseff. O jornal critica o presidente Lula e afirma que
ele deveria ter agido há três meses, quando Genro e Vanucchi começaram a defender punição para torturadores,
reabrindo uma questão que parecia encerrada, uma vez que é evidente que, do
ponto de vista jurídico, a Lei da Anistia perdoou os dois lados nos conflitos
da ditadura. "Tivesse agido antes, a crise não teria chegado a esse
ponto", conclui o Estadão. # Nota publicada na coluna Painel, da Folha: Experiência.
Após auxiliar a campanha do PT # Seção Tiroteio, da coluna Painel, da Folha, publica
a frase:
# Nota publicada na coluna Panorama Político de O
Globo: Lembraram de mim - Presidente da Comissão de Direitos Humanos do
Senado, Paulo Paim (PT-RS) precisou ser provocado
pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Marco Maciel (DEM-PE),
que lhe mandou um ofício, para entrar na polêmica sobre a prescrição ou não
do crime de tortura. Ele vai convidar o advogado-geral da União, José Antônio
Toffoli, e os ministros Tarso Genro e Paulo Vanucchi para uma audiência pública sobre o assunto. |