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JOBIM CONCORDA COM TESE DE
GARIBALDI SOBRE ANISTIA |
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AGÊNCIA SENADO
05/11/08 TERESA CARDOSO
Em almoço de lançamento da
Frente Parlamentar de Defesa Nacional, nesta quarta-feira (5), no Clube Naval
de Brasília, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez um discurso conclamando
o país a pacificar-se com o passado e dedicar suas energias a construir o
futuro. - O compromisso que precisamos
assumir diz respeito ao futuro, não diz respeito ao passado - disse o
ministro. O discurso foi interpretado
pelos presentes como um recado aos que consideram imprescritíveis os crimes
de tortura e terrorismo anteriores à Lei de Anistia. A tese do ministro da
Defesa coincide com a do presidente do Senado, Garibaldi Alves, segundo o
qual o Brasil aprovou e executou uma Lei de Anistia, que contemplou todos os
crimes políticos que a antecederam. Ao ser questionado na
terça-feira (4) sobre o assunto, o presidente do Senado disse: - Houve uma Lei da Anistia que
perdoou todos aqueles atos. Não se pode rever a lei, que produziu seus
efeitos e não existe mais. O que ela fez se exauriu. Não se pode trazer de
volta tudo aquilo que aconteceu antes da anistia. Garibaldi fez a afirmação ao
responder a perguntas da imprensa sobre o processo que o Supremo Tribunal
Federal (STF) examina e que pede a responsabilização de Carlos Alberto
Brilhante Ustra e de Audir Santos Maciel por morte, tortura e desaparecimento
de pessoas durante o regime militar. |