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AGÊNCIA
BRASIL 05/11/08
IVAN
RICHARD
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), Cezar Britto, cobrou hoje (5) do ministro da Justiça, Tarso
Genro, uma posição do governo brasileiro em relação a
abrangência da Lei da Anistia. No último dia 21, a OAB ingressou no
Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação para que a Corte decida se a lei
alcança ou não crimes praticados por militares e policiais - como a tortura,
desaparecimento e outros - durante a ditadura militar.
“Reforcei a posição da Ordem de que a anistia não atinge torturador e
pedimos que o governo reforce essa nossa teoria se inserindo nesse contexto
nacional e internacional de que devemos nos juntar para combater a tortura no
mundo”, disse Britto.
Ele argumentou que a Lei da Anistia beneficiou tanto os militares como os
ativistas que praticaram atos contra o governo militar. “O agente
público que efetuou prisões sem mandato, assim como o militante que praticou
cárcere privado ou seqüestro, foram beneficiados pela lei. Mas o torturador
não pode ser [beneficiado]”, enfatizou o presidente da OAB.
Segundo Britto, o ministro da Justiça colocou que o posicionamento da pasta é
semelhante ao da instituição, de que a lei não alcançou o torturador,
“porque a tortura não é crime político, não é crime conexo e sim um
crime de lesa-humanidade”.
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