|
QUADRO GERAL
DE NOTÍCIAS DO DIA |
|
COMISSÃO DE
ANISTIA 06/12/08 Tortura Estadão entrevista a jornalista Rose Nogueira, presidente # Reportagem
do Estadão
afirma que, enquanto governo e militares continuam trocando
farpas em relação ao que fazer com o passado ditatorial do País, um
grupo de ex-ministros, juristas, advogados, militantes históricos e
ex-presidentes da OAB começa a elaborar um plano concreto para propor a
criação de uma "comissão de verdade e justiça" para investigar o
que ocorreu no regime militar. A revelação é de Paulo Sérgio Pinheiro,
ex-ministro de Direitos Humanos do governo Fernando Henrique. "A
comissão precisa ser estabelecida pelo governo. O que estamos fazendo é
elaborar um plano de como deve funcionar. A democracia brasileira precisa
finalmente se olhar no espelho", disse. Um dos trabalhos da comissão,
inspirada em grupos formados em outros países, seria a de levantar a
existência de arquivos secretos e estudar seu conteúdo. Pinheiro rejeita a
tese de militares de que não existem mais papéis sobre crimes da ditadura. A
ntícia mais relevante é divulgada pelo Estadão,
que informa que a Câmara quer processar criminalmente o tenente José Vargas
Jimenez, codinome Chico Dólar. Ele confessou, com riqueza de detalhes, que
torturou e matou guerrilheiros no Araguaia, ao depor na Comissão Especial da
Lei da Anistia, na última quarta-feira. Dizendo-se um "herói", ele
admitiu que os corpos dos integrantes do movimento tinham
as cabeças e as mãos decepadas para dificultar a identificação. Segundo o
jornal, o depoimento, “produto da controvérsia sobre a abrangência da
Lei da Anistia, que dividiu até mesmo o governo”, chocou os
parlamentares. O relator da comissão, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP),
confirmou que ele e o deputado Danilo Almeida (PC do B-BA), presidente da
Comissão, vão acionar o Ministério Público Federal para que o tenente da
reserva seja processado por tortura e assassinato. O
torturador, que acredita que defendeu a pátria, contou aos deputados que
“prendeu” mais de 30 homens. “Na guerra é assim e a ordem
era exterminar”, afirmou. Jimenez informou ainda que tem
em seu poder documentos secretos sobre operações militares realizadas à
época. Pressionado por deputados, que pediram que mostrasse os papéis, disse
que "precisaria pensar". Ele relatou que o Centro de Informações do
Exército (CIEx) deu
ordens, em 1975, para que documentos da Guerrilha do Araguaia fossem
destruídos, mas os conservou. Para o deputado Faria de Sá, as declarações de
Jimenez configuram "uma confissão". "Ele resolveu falar porque
entendia que os crimes estavam prescritos. Só que tortura não
prescreve", observou. |