ANISTIA CHEGA AO ACRE DIA 10 PARA JULGAR PROCESSO DE CHICO MENDES

NOTÍCIAS DO ACRE 06/12/08

 

Sessão organizada pelo Ministério da Justiça lembra os 20 anos da morte do líder seringueiro

 

 

EDMILSON FERREIRA

 

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça estará em Rio Branco na próxima quarta-feira (10) para a apreciação do processo do  líder seringueiro Chico Mendes. Participam da sessão, que marca os vinte anos da morte do ambientalista,  o governador Binho Marques, o  ministro da Justiça, Tarso Genro, e o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, entre várias outras autoridades. O pedido de anistia foi protocolado na comissão em 2005 pela viúva de Chico, Ilzamar Mendes. "Fazer este ato no Acre se constitui em um marco da importância da Justiça brasileira", avaliou o secretário de Segurança Pública, Antônio Monteiro.

 

Chico Mendes vem recebendo homenagens no Acre e em todo o País. No último dia 3,  foi homenageado em sessão solene no Congresso Nacional, em Brasília, e nesta sexta-feira, 5, foi realizada uma audiência pública na Assembléia Legislativa do Acre em que se ouviram depoimentos e testemunhos de amigos e familiares de Chico Mendes.  

 

Seringueiro, sindicalista e ativista ambiental, Chico Mendes levou a efeito uma grande  luta pela preservação da floresta amazônica. Foi assassinado na porta de sua casa, em Xapuri,  em 1988. Em dezembro de 1990, a Justiça condenou a 19 anos de prisão pelo crime os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves da Silva.

 

A sessão da Comissão de Anistia  também marca a 17ª edição  das Caravanas da Anistia. Desde abril, quando foi lançado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, o projeto da comissão passou por onze estados do país como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Alagoas, Rio Grande do Norte e Bahia. As Caravanas objetivam levar a analise dos requerimentos aos locais onde se deram os fatos, contribuindo para a divulgação da história do país, para o fortalecimento da democracia e para uma maior transparência dos trabalhos da Comissão de Anistia que desde 2001 já apreciou mais de 40 mil pedidos.