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PT APÓIA MINISTROS PRÓ REVISÃO DA LEI DA ANISTIA |
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TERRA 07/11/08 O Diretório Nacional do Partido dos
Trabalhadores (PT) aprovou moção de apoio aos ministros da Justiça, Tarso
Genro, e da Secretaria Espacial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, ambos favoráveis à revisão da Lei da Anistia e
da punição de torturadores que atuaram no regime militar. A manifestação do partido vai em direção contrária à tese defendida pela
Advocacia-Geral da União (AGU), que já emitiu parecer em prol de militares do
DOI-Codi, antigo órgão de inteligência e repressão
do governo. Em nota, o PT afirma repudiar
"ataques difamatórios feitos por setores conservadores e
antidemocráticos contra os companheiros Tarso e Vannuchi",
além de condenar o que chama de tentativas de "descaracterização da
militância política" dos ministros da Casa Civil, Dilma
Rousseff, e da Secretaria de Comunicação Social,
Franklin Martins. Os dois atuaram em grupos de resistência
nos anos da ditadura militar e são apontados pelo PT como pertencentes a um
grupo de "milhares de perseguidos políticos". Os ministros Tarso Genro e Paulo Vannuchi chegaram a defender que fosse revisto o parecer
da AGU sobre a legalidade de torturadores poderem ser perdoados pela Lei da
Anistia. A Advocacia da União se manifestou
favoravelmente à "anistia ampla e irrestrita" dos militares e
opinou que os documentos da ditadura deveriam ser preservados, sob pena de
provocar uma "nefasta conseqüência (...) com a divulgação de fatos
relacionados com a vida privada do cidadão". - É necessário ao Estado preservar a
intimidade de pessoas que não desejam reabrir feridas, isto é, que não
gostariam de que determinados fatos do período de
exceção viessem a lume - diz a AGU. A entidade observa ainda que, mesmo que
a Justiça acatasse o pedido para punir os eventuais crimes cometidos nos anos
de chumbo, eles já estariam prescritos, ou seja, não poderiam mais ser alvo
de punição. Ao abordar o caso, o PT defendeu que
"crimes contra a humanidade não prescrevem, e a Lei da Anistia não
beneficia quem cometeu crimes como a tortura, nem impede o debate público, a
busca da verdade e de Justiça". - Esperamos que o Poder Judiciário
atenda aos reclamos das vítimas, especialmente dos familiares de mortos e
desaparecidos. Cabe ao Poder Judiciário pronunciar-se definitivamente sobre a
matéria, de acordo com os princípios de direitos reconhecidos universalmente
- disse. O ministro Eros Grau, relator do caso no
Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), apresentem à
Justiça explicações que possam embasar a Suprema Corte no julgamento em que
se avalia se torturadores que atuaram durante o regime militar também têm
seus atos perdoados pela Lei da Anistia, editada em 1979. |