QUADRO GERAL DE NOTÍCIAS DO DIA

COMISSÃO DE ANISTIA 07/12/08

 

Punição a torturadores

 

Carta Capital publica artigo de Celso Marcondes, que defende a abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos torturadores, apontando as duas questões como fundamentais para o governo Lula. Segundo ele, do alto de sua aprovação recorde – mais de 70% de ótimo e bom segundo o Datafolha – não dá para deixar de lado este acerto de contas com nosso passado. “Não é desejo de vingança, mas puro e simples desejo de justiça. Não, não é justo que os torturadores de ontem andem impunes por nossas ruas. Não, não é possível tolerar que a tortura ainda corra solta nas nossas delegacias. Tortura é crime de lesa humanidade, ponto final, não pode haver diálogo sobre isto”, afirma. Ele diz ainda que não para escamotear a questão e vir com este papo de que os “terroristas” também têm que ser punidos, porque terroristas foram os que derrubaram com as armas um governo eleito pelo povo e implantaram um regime de terror.

 

#

 

Veja entrevista o ministro Carlos Minc e pergunta o que o senhor ele pensa da revisão (sic) da Lei da Anistia. Ele reponde que é totalmente fora de contexto. “Não entro no mérito da Justiça, o que discuto é o ganho político desse processo. Não tenho falado publicamente sobre o assunto, mas o que temos de fazer é criar mecanismos para evitar que os abusos se repitam. Por isso, defendo a Lei da Anistia e também a abertura dos arquivos militares sobre a ditadura”, afirma.

 

#

 

Seção Dois Pontos, de Época, publica a frase:

 

“O senhor não pode terminar oito anos sem uma solução para esse tema. Pode não ser a ideal, pode não ser a desejada por todos nós, mas que seja uma solução.” - Paulo Vannuchi, ministro dos Direitos Humanos, reproduzindo o que disse ao presidente Lula sobre a punição dos torturadores da ditadura.

 

#

 

Nota publicada na coluna de Ricardo Amaral, na Época:

 

A ditadura do doutor Greenhalgh - O ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh deveria apagar 2008 de sua biografia. Defensor de presos políticos na ditadura, ele começou o ano misturando os papéis de advogado do banqueiro Daniel Dantas e amigo de figurões do governo. Não ajudou o cliente e prejudicou os amigos. Agora, a pretexto de obter informações sobre a guerrilha do Araguaia, pediu (e não conseguiu) busca e apreensão de documentos na casa do jornalista Leonêncio Nossa. O advogado do tempo da ditadura não entendeu como as coisas funcionam na democracia.

 

#

 

O Globo informa que o ministro Paulo Vannuchi, ao fazer um balanço sobre os direitos humanos no país, listou uma série de problemas que considera prioritários. O drama das prisões, com destaque para a de Urso Branco, em Porto Velho (RO), a luta pela punição dos responsáveis pela tortura nos anos do regime militar, a falta de políticas públicas para os jovens — não apenas para o enfrentamento da violência, que os transforma nas maiores vítimas — e a falta de infra-estrutura urbana para portadores de limitações físicas foram alguns dos temas da agenda do ministro.