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DESAFIOS
MARCAM ATUAÇÃO DA COMISSÃO DE ANISTIA EM 2009 |
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COMISSÃO DE
ANISTIA 09/01/08 Mesmo
com 2.5 mil novos processos autuados em O
ano de 2009 promete ser de muito mais trabalho. Entre as ações para agilizar o cumprimento das metas estão parcerias com
organismos internacionais, mais julgamentos de processos de pessoas que
tiveram papel de destaque durante o regime militar (1964-1985) e a
continuação do desenvolvimento de projetos culturais e educativos. Um
dos casos mais polêmicos da pauta é o do cabo Anselmo,
expulso da Marinha por “motim e revolta” ao liderar um
protesto em 1964 por melhores condições de trabalho. No entanto, ao voltar do
exílio em 1970 teria “mudado de lado”, passando a atuar como
agente infiltrado dos militares nas organizações de esquerda. Suas delações
teriam levado à prisão e morte de vários militantes. “O
desafio da Comissão é saber se ele foi perseguido ou perseguidor. A reparação
só cabe a quem foi perseguido político e teve sua
vida prejudicada pela ditadura”, explica o presidente do órgão, Paulo
Abrão. O
julgamento dos casos de camponeses e mateiros do Araguaia que tiveram
participação na guerrilha ocorrida de Em
2008 importantes personagens da história brasileira tiveram os requerimentos
apreciados, como Leonel Brizola e o líder ambientalista Chico Mendes. O fato
mais relevante foi o ato de anistia do ex-presidente João Goulart, deposto
pelo golpe de 64. “O Brasil pediu desculpas à família do presidente
deposto e que morreu no exílio”, afirmou o Ministro da Justiça, Tarso
Genro. O
segundo semestre foi marcado por processos de trabalhadores e sindicalistas
demitidos por atividades políticas e greves, a exemplo dos metalúrgicos do
ABC. A Comissão deu, ainda, continuidade ao projeto das Caravanas, com
julgamentos públicos nos locais onde ocorreram as perseguições, em 11
estados. “Estabelecemos
novos parâmetros para os valores das indenizações, a despeito da iniqüidade e
imperfeição da legislação, mais razoáveis e compatíveis coma realidade social
brasileira”, explicou Paulo Abrão. “Para que a reparação da anistia
seja vista como simbolismo do perdão e não como processo econômico”. |