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COMISSÃO DE
ANISTIA 10/02/09
A
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, em parceria com a Casa da
América Latina, realizou durante o Fórum Social Mundial, em Belém (PA), entre
29 de janeiro e 1º de fevereiro, o Encontro Museus e Patrimônio: zonas de
sombras, silêncios e esquecimento. A oficina deu continuidade ao debate
ocorrido no 1º Encontro sobre Museus e Patrimônio na Construção de Outro
Mundo Possível, realizado em janeiro do ano passado na UNIRIO, no Rio de
Janeiro.
A proposta do evento na capital paraense foi a de pensar os museus e os
patrimônios como processos capazes de contribuir para a ruptura do modelo de
dominação cultural cujos discursos regem a dinâmica dos países ocidentais.
Foi discutido também como este tipo de estrutura pode ser constituinte do
processo de transformação social.
A mesa redonda contou com a participação de Simone Botelho, da Comissão de
Anistia, Mario Jakobskind, da Casa da América
Latina, e Euripedes Junior, do Museu de Imagens do
Inconsciente (RJ). Eles trataram sobre o papel do setor na consolidação do
Estado democrático de Direito em nações que passaram por regimes de exceção,
como o Brasil entre 1964 e 1985.
A Comissão de Anistia também realizou dentro do Fórum a oficina Os Desafios
para a Consolidação da Justiça de Transição na América Latina. Na ocasião,
foram discutidos os quatro pilares que sustentam o processo de transição
democrática nos países que conviveram com regimes ditatoriais: direito à
justiça, à memória, à reparação e às transformações institucionais.
Ainda como parte das atividades da Comissão no Fórum, aconteceu a 18ª edição
da Caravana da Anistia, quando foram julgados os processos de oito paraenses
perseguidos politicamente durante o regime militar.
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