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FOLHA
ONLINE 10/12/08
Por
unanimidade, a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou hoje o
pedido de anistia política do ex-líder seringueiro Chico Mendes, assassinado
em 1988. A
viúva do ambientalista, Ilzamar Mendes, receberá
uma indenização retroativa de R$ 337 mil, além de R$ 3.000 mensais.
A reunião da Comissão de Anistia foi realizada em Rio Branco (AC).
"Mendes era um homem à frente do seu tempo. Sua anistia é a afirmação do
processo democrático no Brasil", disse o ministro da Justiça, Tarso
Genro, que prestigiou o ato. "Foi um sujeito civilizatório
que combateu a desigualdade, a violência e a impunidade".
Chico Mendes foi assassinado na porta de sua casa, em dezembro de 1988, por
lutar pela preservação da Amazônia. Ele nasceu em Xapuri
(AC), em 1944.
Em dezembro de 1990, a
Justiça condenou a 19 anos de prisão os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves da Silva pela morte do
ambientalista.
O governador do Acre, Binho Marques (PT), também
comemorou a decisão. "Hoje não é um dia qualquer. A anistia de Chico
Mendes faz do Brasil um país mais importante, atento à questão dos direitos
humanos", afirmou o governador.
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