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AGÊNCIA CÂMARA 10/12/08
GILBERTO NASCIMENTO
O
tenente da reserva José Vargas Jiménez, militar que se confessou torturador
durante a ditadura, poderá responder a processo judicial. A Comissão Especial
da Lei de Anistia encaminhou à Procuradoria-Geral da República uma
representação contra o tenente, que comandou a repressão do Exército à
guerrilha do Araguaia, no Pará.
Jiménez prestou depoimento na
comissão no último dia 3, quando confirmou o teor de uma entrevista à revista
Isto É, na qual confessou ter torturado presos políticos e ter mantido
documentos secretos do Exército.
O relator da comissão, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), argumenta que o
crime de tortura é imprescritível, ou seja, pode ser punido a qualquer tempo
pelo Estado. "Ele [Jiménez], inclusive, entendia que os crimes que havia
praticado já estavam prescritos. Só que nós lembramos a ele que tortura é
crime imprescritível e, por essa razão, estamos mandando cópia do áudio de
todas as declarações para que a Procuradoria tome as providências cabíveis e
necessárias contra esse reles torturador", disse Faria de Sá.
Em e-mail para a comissão, nesta quarta-feira, o tenente Jiménez informou ter
enviado aos deputados, pelos Correios, as cópias dos documentos secretos do
Exército que diz possuir.
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