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CICLO DE
ATIVIDADES LEMBRA AI-5 EM SÃO PAULO |
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COMISSÃO DE
ANISTIA 11/12/08 O Ato Institucional n.º 5
(AI-5), um dos símbolos maiores da arbitrariedade durante a ditadura militar,
completa 40 anos da data em que foi editado. Para não passar em branco e
servir de exemplo do repúdio pelos brasileiros, o momento será lembrado com
uma série de atividades A partir das às 9h30 Auditório da Estação Pinacoteca
será palco de discussões envolvendo personalidades que vivenciaram o período
de maior censura no país. Entre eles, o governador José Serra, o dramaturgo Idibal Pivetta, o advogado Técio Lins e Silva, o ex-deputado federal Airton Soares,
além da presidente da União Nacional dos Estudantes, Lucia Stumpf. A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça vai
promover, às 14h, uma sessão especial de julgamento de quatro requerimentos
de ex-perseguidos políticos. São eles: os ex-deputados Paulo Macarini (cassado) e Marcílio Doutel (aposentado compulsoriamente); e os militantes Délio de Oliveira Fantini e
Jorge Raimundo Nahas, presos e torturados pelo
regime. Para o presidente da Comissão de Anistia, Paulo
Abrão, rememorar o que chama de “insanidade” do decreto, é
imprescindível para “constatar os altos custos sociais e culturais que
penalizam o Brasil até hoje”. A cultura do medo é um exemplo, segundo
Abrão. “Também a desvalorização da participação popular na vida
pública, a injustiça diante da impunidade dos criminosos do regime e o
estereótipo de “subversivo” dado
aos movimentos sociais”. No sábado (13) será exibido o documentário
“Jango em 3 atos”, de Deraldo Goulart. Estão previstos, ainda, os lançamentos
da Exposição Direito à Memória e à Verdade, e da revista “Direitos
Humanos”, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da
República (SEDH). Serão realizadas, às 19h30, no
Espaço Arco Verde. AI-5
– Decretado em 13 de dezembro de 1968, o AI-5 oficializou o
endurecimento do regime militar com o fechamento do Congresso Nacional e a
cassação de liberdades civis, dando à ditadura prerrogativas como a de cassar
parlamentares e de suspender a garantia do habeas-corpus e dos direitos
políticos de qualquer cidadão por até dez anos. Os processos que serão julgados Délio de Oliveira Fantini: Militante da Organização Corrente Revolucionária,
organização de Minas Gerais. Preso e barbaramente torturado. Figurou na
relação de pessoas torturadas do “Documento dos presos de
Linhares”. Jorge Raimundo Nahas: Militante da COLINA, POLOP, organizações da luta
armada. Foi preso, torturado e condenado por infringir a Lei de Segurança
Nacional. Esteve na relação de militantes políticos banidos e negociados, em
troca do Embaixador Alemão. Paulo Macarini: Deputado Federal por Santa Catarina. Teve seus
direitos políticos cassados e suspensos por dez anos pelo AI-5. Marcílio Doutel: Deputado Federal por Santa Catarina. Teve seus
direitos políticos cassados e suspensos por dez anos pelo AI-2. Foi
aposentado compulsoriamente pelo AI-5. Sua esposa Lígia Doutel
candidatou-se em seu lugar e foi eleita a mais votada de Santa Catarina.
Também teve seus direitos políticos cassados. Para conferir a programação, clique
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