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DIÁRIO DO
NORDESTE 12/02/09
Formatação
O Diário Oficial da União (DOU)
publicou na edição de ontem a anistia política do ex-líder seringueiro Chico
Mendes, assassinado em 1988.
A viúva do ambientalista, Ilzamar Mendes, receberá uma
indenização retroativa de R$ 337,8 mil, além de R$ 3.000 mensais.
Chico Mendes foi considerado anistiado político por decisão unânime da
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. O julgamento do pedido de
anistia do ambientalista foi realizado em Rio Branco (AC), no
dia 10 de dezembro do ano passado. A portaria que concede a anistia política
ao ambientalista foi assinada pelo ministro Tarso Genro (Justiça).
Chico Mendes nasceu em Xapuri (AC), em 1944 e desde cedo se destacou na luta
pela preservação da Amazônia e dos seringueiros. Em 22 de dezembro de 1988,
exatamente uma semana após completar 44 anos, Chico Mendes foi assassinado
com tiros de escopeta no peito na porta dos fundos de sua casa, na frente da
mulher e dos filhos.
Chico anunciou que seria morto em função de sua intensa luta pela preservação
da Amazônia e buscou proteção, mas autoridades e a imprensa não deram
atenção. Casado com Ilzamar Mendes, deixou dois filhos, Sandino e Elenira, na
época com dois e quatro anos de idade, respectivamente. Em dezembro de 1990, a Justiça condenou
a 19 anos de prisão os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves da
Silva pela morte do ambientalista. O pedido de anistia foi protocolado na
comissão responsável em 2005 pela viúva do ambientalista.
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