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SINDICATO APOIA VANNUCHI PELA RESPONSABILIZAÇÃO DE TORTURADORES |
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SINDMETAL
ABC 12/11/08 Como Vannuchi, os
Metalúrgicos do ABC entendem que tortura é crime de lesa-humanidade,
imprescritível e não pode ser objeto da Lei de Anistia. A legislação não pode
ser mal interpretada e usada em benefício de torturadores, muito menos deve
impedir o debate público para escancarar nomes e números dessa macabra
passagem da história brasileira, justamente para que nunca mais se repita. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC manifesta seu
incondicional apoio ao ministro Paulo Vannuchi, da
Secretaria Especial dos Direitos Humanos, na luta pela responsabilização dos
agentes do Estado (policiais e militares) que praticaram crime de tortura
durante a ditadura militar (1964-1985). Apoio que se estende à reivindicação
legítima do ministro, endossada por importantes setores da sociedade, de que
sejam abertos os arquivos da repressão. Como categoria que também entrou para a história do
País por enfrentar as perseguições e cassações impostas pelo regime militar,
o Sindicato entende a indignação e apóia a ação do
ministro Vannuchi contra o parecer emitido pela
Advocacia-Geral da União (AGU), que considera perdoados, pela Lei da Anistia
(6.683), os crimes de tortura cometidos na ditadura. O parecer da AGU integra
o processo que responsabiliza os militares reformados Carlos Alberto
Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi, e Audir Santos Maciel
por morte, tortura e desaparecimento de 64 pessoas durante a ditadura
militar. A nossa categoria não poderia se omitir diante desse
episódio que opõe aqueles que, como Vannuchi, sempre lutaram pela democracia e igualdade de
direitos, aos que defendem que a anistia valha para homens que destruíram a
vida de milhares de pessoas pela força da tortura. Estima-se que pelo menos
20 mil pessoas foram torturadas e centenas foram mortas ou estão
desaparecidas, em ações que contrariam a Declaração Universal dos Direitos
Humanos por atentarem cotra a vida e a liberdade. O Sindicato dos Metalúrgicos entende que tortura é
crime de lesa-humanidade, imprescritível e não pode ser objeto da Lei de
Anistia. A legislação não pode ser mal interpretada e usada em benefício de
torturadores, muito menos deve impedir o debate público para escancarar nomes
e números dessa macabra passagem da história brasileira, justamente para que
nunca mais se repita. |