COMISSÃO
RECONHECE ANISTIA PARA LUIZ CARLOS PRESTES FILHO
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010, 17:34 Mais 15 processos ainda serão analisados; parentes de Brizola e Jango
estão entre os requerentes BRASÍLIA - Por unanimidade, a
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça reconheceu Luiz Carlos Prestes
Ribeiro Filho como anistiado político e pediu desculpa formal pela
perseguição que ele sofreu durante a ditadura militar (1964-1985). "Hoje é o dia do Estado se dirigir
a essas pessoas e familiares e pedir desculpas", disse o presidente da
comissão, Paulo Abrão Pires, no início da primeira sessão da Anistia Cultural
que ocorre no ano. Primeiro anistiado na sessão, Luiz
Carlos é filho do líder comunista Luiz Carlos Prestes. Por causa da repressão
política durante a ditadura, ele e sua família acompanharam o pai durante o
exílio na então União Soviética, entre 1970 e 1979. "É inegável a perseguição imposta
pelo Estado brasileiro ao requerente", disse o relator Egmar José de
Oliveira. O parecer de Egmar José reconheceu a condição de anistiado, o
direito à indenização de R$ 100 mil (valor máximo) e os diplomas de graduação
e mestrado que Luiz Carlos obteve na União Soviética na área de cinema e
TV. Emocionado, Prestes Filho disse que
ficou "impressionado" pela maneira que foi tratado como cidadão
pela comissão e disse que "é melhor morrer em pé do que viver
ajoelhado". Ele dedicou a anistia à mãe, Maria do Carmo Ribeiro, que
estava presente, e revelou que só recentemente contou à família que havia
entrado com o processo na Comissão de Anistia. Ele é o primeiro filho de
Prestes a fazer o pedido de anistia. Preste teve dez filhos. A Comissão de Anistia analisará mais 15
processos, além do de Prestes Filho. Entre eles, estão os de João Vicente
Fontella Goulart e Denise Fernandes Goulart, filhos do ex-presidente João
Goulart, e José Vicente Goulart Brizola, Neusa Maria Goulart Brizola e João
Octavio Goulart Brizola, filhos do ex-governador do Rio Grande do Sul e do
Rio de Janeiro Leonel Brizola. No próximo dia 20, haverá nova reunião
da comissão, que, no dia 5 de fevereiro, levará o projeto educativo Caravana
da Anistia a São Paulo para tratar da perseguição a trabalhadores
metalúrgicos durante a ditadura militar (1964-1985). |