SEMINÁRIO SOBRE ANISTIA DISCUTE TERRORISMO DE ESTADO NA AMÉRICA LATINA

AGÊNCIA CÂMARA 15/10/08

 

O 2º Seminário Latino-Americano de Anistia e Direitos Humanos discute hoje o "terrorismo de Estado" na América Latina e avalia as ações do governo brasileiro em favor de servidores civis e militares anistiados (pagamentos de indenização e reintegração ao serviço público, por exemplo).


O seminário começa com a leitura de documento oficial elaborado ontem, após a discussão em grupos temáticos sobre diversas áreas, como as três Forças Armadas, e o papel de diversos órgãos no cumprimento da anistia.


Em seguida, será lançada a proposta de "Resgate da Verdade e da Memória sobre o papel dos integrantes das Forças Armadas que se opuseram contra os crimes de lesahumanidade durante o Regime Militar". Essa proposta será feita por militares e civis, cujos nomes ainda não foram divulgados.


Ainda no período da manhã, representantes de órgãos como o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União vão avaliar as ações do governo e falar sobre as perspectivas para o futuro em relação à anistia.


Militantes de direitos humanos do Uruguai e do Paraguai vão falar sobre a violação dos direitos humanos nos seus países, durante a ditadura militar, e um procurador da República italiano vai defender a extradição (para a Itália) de militares brasileiros acusados da morte de italianos. A Constituição brasileira não permite a extradição de brasileiros.


O seminário, que se encerra amanhã, é a continuidade dos debates do 1º Seminário de Anistia e Direitos Humanos, ocorrido em agosto do ano passado. O documento oficial do encontro será encaminhado a autoridades federais e a organismos internacionais. Está prevista a participação de diversos especialistas e autoridades, do Brasil e de outros países. O evento é promovido pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias em parceria com diversas entidades e associações de anistiados de todo o País.