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CARAVANA DA ANISTIA HOMENAGEIA LEONEL
BRIZOLA |
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COMISSÃO DE ANISTIA 16/10/08 A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
promove nesta sexta-feira (17), Essa será a 14ª edição das Caravanas da Anistia. O
projeto tem como objetivo contribuir para uma formação histórica, humana e
política, especialmente na juventude, e para o exercício de novas formas de
democracia e cidadania. Durante as caravanas, o Ministério da Justiça realiza
sessões reais de julgamento – nesta sexta-feira serão analisados sete
processos. Desde abril deste ano, quando foi lançado, o projeto já passou por
9 estados e o Distrito Federal e julgou 191 pedidos de anistia. Além de Porto Alegre, a caravana ainda passa pelos
municípios gaúchos de São Leopoldo e Charqueadas, nos dias
16 e 18, respectivamente. Em sua última edição, ocorrida Resgate histórico - Criada em O trabalho desenvolvido pela Comissão de Anistia
representa o reconhecimento, por parte do Estado, dos prejuízos causados aos
cidadãos perseguidos por sua atuação em favor do retorno do regime
democrático. Declarados anistiados, estes cidadãos têm a certeza de que não
lutaram em vão pelo restabelecimento da democracia que pode ser usufruída por
todos hoje no país. Cerca de 60 mil processos já foram protocolados na
Comissão de Anistia desde 2001. Destes, 38 mil já foram julgados, com 25 mil
deferidos. Dos pedidos aceitos, em 10 mil houve algum tipo de reparação
econômica. A Comissão de Anistia tem como meta zerar a pauta de
julgamentos do órgão até o fim de 2010. Funcionamento A Comissão se organiza em turmas de julgamento, às
quais compete apreciar os pedidos e emitir parecer conclusivo sobre os
requerimentos de anistia. Em cada sessão de julgamento o relator apresenta o
voto, e posteriormente, o requerente também pode fazer uso da palavra. Em
seguida, a matéria é colocada em discussão e votação. As sessões são públicas e ocorrem às
quartas e quintas-feiras no Ministério da Justiça, Se o pedido for aceito, o requerente é declarado
anistiado político pelo Estado brasileiro. Também pode receber uma reparação
econômica – em prestação única, respeitado o limite de R$ 100 mil (30
salários mínimos por ano de perseguição); ou uma prestação mensal, se
conseguir comprovar que perdeu o vínculo empregatício. O valor é
correspondente ao posto, cargo, graduação ou emprego que o anistiando
ocuparia se na ativa estivesse, observado o limite
do teto da remuneração do servidor federal. Pedidos deferidos são remetidos para o Ministério do
Planejamento, quando o processo é de trabalhador ou servidor civil, ou para o
Ministério da Defesa, quando se trata de servidor militar, para liberação do
pagamento. Confira os processos que serão julgados Raul Jorge Anglada Pont
– Foi preso por 10 dias após ter participado do 30º Congresso da UNE,
em Ibiúna (SP), em 1968. Aprovado em concurso público, conta que não teve a
contratação efetivada por sua atuação política. Detido Suzana Keniger Lisboa - Foi militante de organizações clandestinas. Aos
18 anos, casou-se com Luiz Eurico Tejera Lisboa,
morto em 1972 pela ditadura. Foi conselheira da Comissão Especial para Mortos
e Desaparecidos Políticos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da
Presidência da República. Luiz Eurico Tejera Lisboa - Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB),
foi assassinado pelo Estado brasileiro em 1972. Seu corpo ficou desaparecido
até 1979, quando veio à tona o cemitério clandestino de Perus (SP). É um dos
136 desaparecidos políticos reconhecidos pelo Estado Brasileiro. Pedro Machado Alves - Militante da Juventude Operária Católica (JOC) e empregado da indústria metalúrgica, foi
eleito diretor-regional do PCdoB em 1967. Preso em 1969, perdeu o emprego em
seguida. Jaime Rodrigues – Universitário, militava no Partido Operário
Comunista. Foi preso e brutalmente torturado. Exilou-se no Chile, Panamá,
Alemanha e França. Só retornou ao Brasil em 1978. Sandra Helena Machado – Foi presa em 1969 e suspensa de seu curso
universitário por um ano. Exilou-se no Chile, México e Bélgica. Retornou ao
país apenas em 1976, ocasião em que teria sido recepcionada pela Polícia
Federal. Luiz Carlos Illafont
Coronel - Militante do Partido
Operário Comunista, foi preso por agentes do DOPS, submetido a maus tratos e
violência. Alega que foi demitido da Secretaria de Saúde Pública do Estado
por perseguição política. |