RESTOS
MORTAIS DE GUERRILHEIRO DO ARAGUAIA SERÃO SEPULTADOS COM HONRAS.
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AGÊNCIA BRASIL 18/08/09 Os restos mortais do
guerrilheiro Bergson Gurjão
Farias, executado na
Guerrilha do Araguaia em 1972, serão sepultados com honras de Estado, no
Ceará. De acordo com o secretário especial de Direitos Humanos, ministro
Paulo Vannuchi, o sepultamento ocorrerá em
setembro. “Nós vamos promover em setembro um
grande evento de sepultamento, com ato solene na Universidade Federal do
Ceará ou, se a família preferir, na Assembléia Legislativa, ou em qualquer
outra instância pública. Isso vai ser a expressão da devolução de Bergson a sua terra e, de forma vitoriosa, porque seus
ideais de democracia, liberdade e Justiça estão hoje se realizando no
Brasil”, disse o ministro. “Não tem mais ditadura militar e
já não tem mais a necessidade de resistência clandestina, de luta armada
contra a tirania daquele período. Por isso, ele é um vencedor”,
completou o ministro, que participou de um debate sobre os 30 anos da Anistia
na Universidade de Brasília (UnB). O ministro também
participou hoje (17) da inauguração do monumento em homenagem a Honestino Guimarães, estudante da UnB,
também morto durante a ditadura militar. Os restos mortais de Bergson
foram identificados neste mês. A ossada foi recolhida no cemitério Xambioá (TO) em “A família de Bergson
tem nesses dias um sentimento de alívio. São falas de conforto, depois de 37
anos de uma agonia, de uma busca, de uma dor. Agora esse sofrimento fica
mitigado. Eu gostaria de pegar essas falas e divulgar amplamente na televisão
porque são falas que ajudariam muito no convencimento definitivo de que é um
dever de todos os brasileiros nos voltarmos para essas buscas. Trata-se de um
objetivo humanitário”, destacou o ministro. “As pessoas continuarão tendo opiniões diferentes sobre o que foi o regime militar, o que foi a Lei de Anistia. Isso não importa. Agora não pode haver discordância mais no sentido de que existiu tortura, sim. Isso aconteceu sistematicamente. O Estado foi responsável por essas torturas. Isso é decisão judicial, é posição do governo do presidente Lula e já era posição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Já houve indenização e agora precisamos concluir esse processo que é a localização e entrega dos mortos aos seus familiares”, disse o ministro. . |