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JOBIM DEFENDE RESTRIÇÃO DA
LEI DA ANISTIA AO JUDICIÁRIO |
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AGÊNCIA
BRASIL 18/11/08 O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta
terça-feira, após a cerimônia de entrega da Medalha da Ordem do Mérito da
Defesa, que a Lei da Anistia está restrita ao Poder Judiciário, não cabendo
ao Executivo manifestar-se sobre a questão. - O problema da Lei de Anistia é uma questão
exclusivamente do Poder Judiciário, e não do Executivo - afirmou o ministro,
referindo-se à possibilidade de ministros prestarem esclarecimentos sobre o
tema, quando solicitados. Ele negou que a Lei da Anistia esteja gerando uma
crise interna no governo ou insatisfação entre os militares. Para Jobim, outra questão que está restrita ao
Judiciário é a busca de responsáveis pelo acidente envolvendo o vôo 3054 da
TAM, em julho do ano passado, no aeroporto de Congonhas, - O que corresponde ao Ministério da Defesa e ao
Departamento de Controle do Espaço Aéreo não é o problema de
responsabilização judicial de ninguém, mas fazer o levantamento de toda a
situação que ocorreu e baixar determinação para que não se repita. Sobre a concessão de aeroportos à iniciativa
privada, Jobim disse que está prevista para apenas três aeroportos –
Galeão, no Rio de Janeiro, Viracopos, em Campinas
(SP), e o que será construído na região metropolitana de São Paulo. - Os demais aeroportos continuarão sendo
administrados pela Infraero - garantiu. Na cerimônia, realizada na Base Aérea de Brasília,
144 personalidades foram homenageadas por serviços relevantes às Forças
Armadas. Entre os homenageados estavam os embaixadores dos
Estados Unidos, Clifford Michael Sobel, da França,
Antoine Pouilleute, e da Rússia, Vladimir Lvovitch Tyurdenev; além do
ministro da Defesa da Bolívia, Walker San Miguel
Rodríguez; dos presidentes do Senado, Garibaldi Alves Filho, e da Câmara,
Arlindo Chinaglia; e do ministro da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins. O Ministério da Defesa homenageou também os
senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Francisco Dornelles (PP-RJ), e os deputados
José Genoíno e Carlos Zarattini,
ambos do PT de São Paulo, e Raul Jungmann (PPS-PE).
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