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SEMINÁRIO NO RIO DE
JANEIRO DEBATE TORTURA EM DITADURAS |
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COMISSÃO DE ANISTIA 18/11/08 O presidente da Comissão de Anistia do Ministério da
Justiça, Paulo Abrão, participa nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro,
do encerramento do Seminário Latino-Americano de Justiça de Transição.
Iniciado na segunda (17), o evento é realizado pela Comissão em parceria com
o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (CLACSO), a Universidade
Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e o Arquivo Nacional. Entre os temas discutidos no evento está a
responsabilização civil e criminal de agentes do estado que cometeram crimes
comuns durante a vigência de ditaduras. Foram citados os exemplos do Chile,
Argentina, Paraguai, Uruguai e Peru, onde militares acusados de tortura estão
sendo condenados pelas Justiças locais e, em alguns casos, em cortes
internacionais. No Brasil, o tema deverá ser decidido em breve pelo
Supremo Tribunal Federal (STF), que vai analisar ação impetrada pela Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB) sobre o assunto. A OAB, como o Ministério da
Justiça, defende que a tortura seja crime imprescritível, de lesa-humanidade
e não suscetível de anistia. Também o norte-americano Peter Kornbluh,
estudioso dos arquivos do Pentágono sobre a repressão política no Chile e
Argentina; e o representante do Tribunal Penal Internacional de Haia, Francisco Javier Aguirre. O seminário de encerramento terá como palestrante o
juiz-presidente do Tribunal Criminal de |