FOLHA (*) TEM SAUDADES DA DITADURA
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CONVERSA AFIADA 20/02/09
PAULO
HENRIQUE AMORIM Saiu na Folha (*) de ontem (19/02):
Li no editorial da Folha de hoje que isso consta
entre “as chamadas ditabrandas -caso do Brasil entre 1964 e 1985″ (sic). Termo
este que jamais havia visto ser usado. A partir de que ponto uma “ditabranda”,
um neologismo detestável e inverídico, vira o que de fato é? Quantos mortos,
quantos desaparecidos e quantos expatriados são necessários para uma “ditabranda” ser chamada de ditadura? O que acontece
com este jornal? É a “novilíngua”?
Lamentável, mas profundamente lamentável mesmo, especialmente para quem viveu
e enterrou seus mortos naqueles anos de chumbo. É um tapa na cara da
história da nação e uma vergonha para este diário.” SERGIO PINHEIRO LOPES (São Paulo, SP) Nota da Redação - Na comparação com outros regimes
instalados na região no período, a ditadura brasileira apresentou níveis
baixos de violência política e institucional. Saiu na Folha de hoje (20/02): Ditadura MAURICIO CIDADE BROGGIATO (Rio Grande, RS) “Inacreditável. A Redação da Folha inventou um
ditadômetro, que mede o grau de violência de um
período de exceção. Funciona assim: se o redator foi ou teve vítimas
envolvidas, será ditadura; se o contrário, será ditabranda. Nos dois casos, todos nós seremos
burros.” LUIZ SERENINI PRADO (Goiânia, GO) “Com certeza o leitor Sérgio Pinheiro Lopes
não entendeu o neologismo “ditabranda”,
pois se referia ao regime militar que não colocou ninguém no “paredón” nem sacrificou com pena
de morte intelectuais, artistas e políticos, como fazem as verdadeiras
ditaduras. Quando muito, foram exilados e prosperaram no estrangeiro,
socorridos por companheiros de esquerda ou por seus próprios méritos. Tivemos
uma ditadura à brasileira, com troca de presidentes, que não vergaram
uniforme e colocaram terno e gravata, alçando o país a ser a oitava economia
do mundo, onde a violência não existia na rua, ameaçando a todos,
indistintamente, como hoje. Só sofreu quem cometeu crimes contra o regime e
contra a pessoa humana, por provocação, roubo, sequestro
e justiçamentos. O senhor Pinheiro deveria
agradecer aos militares e civis que salvaram a nação da outra ditadura, que
não seria a “ditabranda”.”
MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES
, professora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP) “O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17
de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveriam
ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao
povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente
enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa
humana.” FÁBIO KONDER COMPARATO ,
professor universitário aposentado e advogado (São Paulo, SP)
A Folha (*)
tem saudade da ditaDURA,
com a qual manteve relações “carnais”, como diria o Carlos Menem.
É bem
provável que o editorial se tenha inspirado na obra do colonista
(**) e historiador Elio Gaspari,
que escreveu 89 volumes (mas falta um …) para
provar que a ditaDURA foi uma ditaBRANDA,
regida por George Washington (Ernesto Geisel) e Thomas Jefferson (Golbery do
Couto e Silva).Por um breve período, e para efeitos de um marketing que a
distinguisse do Estadão, a Folha (*) fingiu que era
de “esquerda”.
Para fazer os estudos de
marketing (?), contratou o Cebrap (de Fernando Henrique e financiado pela
Fundação Ford, ou seja, pela CIA), e José Serra, que se tornou seu eterno editorialista. Leia
sobre como Zé Pedágio se prepara para demitir a repórter Laura Capriglione… Com a eleição do
Presidente Lula, caiu a máscara da Folha (*). Ela entrou de cabeça no PiG (***) e trabalha
incansavelmente para derrubar o presidente eleito duas vezes. As relações da Folha com a
ditaDURA são notórias. Como demonstrou Beatriz Kushnir no livro “Cães de Guarda”, da Boitempo Editorial, a Folha (*) cedia as vans para o Doi-Codi fazer
diligências, levar suspeitos para as sessões de tortura e fingir que se
tratava de um carro de reportagem em atividade jornalística. Um outro episódio merece
ser relembrado. E que, segundo um editor
da Folha (*) na época, é o episódio que marca indelevelmente a relação
submissa e sinistra da Folha (*) com os militares. Por pressão do general
Hugo Abreu, a Folha (*), sem opor qualquer resistência, demitiu o diretor de
redação Claudio Abramo. Coisa do “Seu”
Frias, que por obra e graça de Zé Pedágio dá nome a uma ponte que desemboca
na Avenida Jornalista (?) Roberto Marinho, que tem esse nome, por obra e
graça da prefeita Martha Suplicy. (O que, caro navegante,
demonstra o que é a Chuíça (****): a ponte
‘seu” Frias leva à Avenida Jornalista Roberto Marinho – é a
materialização do PiG,
(**) o PiG (**) em concreto, ferro e asfalto. Viva
a Chuíça (****). Alexandre Gambirásio prontamente aceitou o lugar de Claudio Abramo. Não deu. Ele é italiano de nascença
e “seu” Frias preferiu não correr o
risco de os militares demitirem outro diretor de redação. Escolheu, então, Boris Casoy. Que se tornou preceptor de
“Octavinho”, e a Folha (*) deu no que
deu. Vai acabar como o New York
Times, sem nunca tê-lo sido. Em tempo: como se sabe,
Arthur vendeu o New York Times ao Carlos Slim. O Octavinho ainda vai vender a Folha (*) ao Daniel Dantas
(se é que já não vendeu)… (*)Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do
armário e confessar que foi “Cão de Guarda” do regime militar.
Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo
– acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda –
jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de (**)colonistas.
Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na
milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um
presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não,
no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo
em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí. (***)Em nenhuma democracia séria do mundo,
jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e
uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se
transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista (****) Chuíça é o que o PiG (***) de São Paulo quer que o resto do Brasil
pense que São Paulo é: uma combinação do dinamismo econômico da China com o
IDH da Suíça. |