|
OAB PROTOCOLA NO STF AÇÃO QUE QUESTIONA ANISTIA PARA TORTURADORES |
|
AGÊNCIA BRASIL 21/10/08 MARCO
ANTÔNIO SOALHEIRO
O
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ingressou hoje (21),
no Supremo Tribunal Federal (STF), com um ação em
que solicita à Corte para decidir se a Lei de Anistia alcança ou não crimes
praticados por militares e policiais - como a tortura, desaparecimento e
outros - durante a ditadura militar. A iniciativa tinha sido antecipada ontem
à Agência Brasil pelo
presidente nacional da OAB, Cezar Britto. A
OAB avalia que a lei de 1979 não isenta militares envolvidos em crimes e
deixa em aberto a possibilidade de o Brasil rever ações praticadas por
agentes do Estado. "Trata-se
de saber se houve ou não anistia para os agentes públicos responsáveis, entre
outros crimes, pela prática de homicídio, desaparecimento, abuso de
autoridade, lesões corporais, estupro e atentado violento ao pudor contra
opositores", disse. Segundo ele, essas ações tiveram como vítimas os
opositores do regime militar, que "vigorou entre nós antes do
restabelecimento do Estado de Direito com a promulgação da vigente
Constituição", ressalta o texto protocolado pela OAB no Supremo. Ao deixar o STF, Britto ressaltou que a OAB tem
militância histórica em defesa de esclarecimento de fatos ocorridos durante a
ditadura militar. “Já havíamos ajuizado uma ação para que os arquivos
da ditadura não permanecessem secretos; ajuizamos outra para apurar denúncias
de que arquivos esteavam sendo queimados e destruídos. Agora, impetramos esta
para que os torturadores não fiquem a salvo da história”, afirmou. |