|
AGENCIA ESTADO
22/06/06
ALEXANDRE
RODRIGUES
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou indiretamente hoje a sua
discordância com os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) em relação à revisão da Lei
de Anistia para apurar e punir crimes de tortura durante a ditadura militar.
Numa homenagem ao militante comunista histórico e fundador do PT Apolônio de
Carvalho, realizada pelo consulado da França no Rio, Lula afirmou que o Brasil
precisa reverenciar resistentes e perseguidos como heróis, em vez de
identificar e punir os algozes. Grande incentivador de Lula, Apolônio morreu
em 2005.
"Ultimamente, ando com umas divergências com alguns companheiros meus. A
gente fica chorando muito a morte dos nossos mortos e não os transforma em heróis. A gente
fica apenas querendo condenar os algozes e não transforma (eles) em heróis. Precisamos
transformar o Apolônio num herói. O Brasil é um País sem herói",
discursou Lula, ao lado da viúva de Apolônio, Renée
de Carvalho, que é francesa.
|