OAB RECLAMA DE
DEMORA DO STF PARA ANALISAR QUESTÃO DA TORTURA
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Ação está desde fevereiro na Procuradoria
Geral da República, aguardando um parecer O ESTADO DE S.PAULO 22/08/09 MARIÂNGELA GALLUCCI BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal
(STF) deverá julgar neste semestre a ação na qual a Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB) questiona a anistia concedida a policiais e militares que
praticaram atos de tortura durante o regime militar. A ação está desde
fevereiro na Procuradoria Geral da República, aguardando um parecer. A OAB
reclamou da demora. O procurador-geral, Roberto Gurgel, pretende devolvê-la
ao STF em setembro. Depois disso, o relator do caso, ministro Eros Grau, tem de formular o
seu voto e pedir a inclusão do processo na pauta de julgamentos do plenário.
O tema é muito polêmico. Nem no governo há consenso. Em manifestação enviada
ao STF, a Advocacia Geral da União (AGU) opinou que a ação não deve ser
aceita pelo tribunal. Segundo o órgão, a OAB não conseguiu demonstrar a existência de uma
controvérsia judicial. A AGU argumentou ainda que a Constituição Federal
reforça o caráter amplo e irrestrito da anistia. Mas o ministro da Justiça,
Tarso Genro, manifestou-se a favor da punição dos torturadores. "A interpretação, segundo a qual a norma questionada concedeu
anistia a vários agentes públicos responsáveis, entre outras violências, pela
prática de homicídio, desaparecimento forçado, tortura e abusos sexuais
contra opositores políticos viola frontalmente diversos preceitos
fundamentais da Constituição", sustenta a OAB na ação que será julgada
pelo STF |