A JUSTIÇA E DIREITO NOS JORNAIS DESTE
DOMINGO
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CONSULTOR JURÍDICO
23/08/09
A Lei de Anistia
(Lei 6.683/ 79) completa 30 anos de edição neste domingo (23/8). A Folha
de S.Paulo publicou declaração do presidente Lula de que "a anistia
não foi um ato de benevolência ou grandeza do regime militar”. O
presidente foi perseguido pela ditadura. Para ele, a lei foi importante para
pavimentar a redemocratização do país. O Estadão
informa que o ministro da Justiça, Tarso Genro, pede que o Supremo Tribunal
Federal julgue procedente a ação da OAB, que reinterpreta a Lei de Anistia,
permitindo o julgamento de militares por tortura. O Globo destaca que
o STF, que julgará a matéria em breve, está dividido: alguns ministros
manifestaram o desejo de rever a lei; outros defendem que tudo permaneça como
está com a anistia valendo para todos. Reflexos da
lei A Folha
também acrescenta que a Lei da Anistia é hoje o pivô de um racha no governo.
É que o debate jurídico gerado por investigações abertas pelo Ministério
Público Federal para punir torturadores levou setores do governo a defender
uma nova interpretação da lei, pela qual seria possível levar a julgamento militares e agentes do Estado que praticaram
torturas e assassinatos na ditadura. Anistia da
discórdia O
ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça (governo
FHC), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, defende que, juridicamente, a
anistia não pode ser revista para punir os torturadores. “Acho que a
Lei da Anistia resolveu um problema da transição. E é uma lei que se esgotou.
Esgotou-se no sentido de que cumpriu sua finalidade. O anistiado está
anistiado. Se você inventasse de revogar a Lei da Anistia, a revogação não
teria efeito retroativo. O anistiado está anistiado", afirmou à Folha. |