ANISTIA: EX-BANCÁRIO É INDENIZADO POR
DEMISSÃO EM 86.
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O GLOBO
25/06/2009 EVANDRO ÉBOLI BRASÍLIA - A
Comissão de Anistia aprovou nesta quinta a condição de anistiado político
para o economista Vladimir Poleto, ex-assessor do
hoje deputado Antônio Palocci (PT-SP) na Prefeitura
de Ribeirão Preto. Poleto terá direito a uma
indenização de R$ 13.950, equivalente a 30 salários mínimos, em reparação
única, por ter sido perseguido pela direção do Banco do Brasil, numa greve em
1984, época em que era funcionário da instituição. Poleto alegou que foi levado a pedir demissão em novembro
de 1986, em plena redemocratização, perseguido por sua atuação política e
sindical. Por isso, ele queria receber uma reparação mensal por ter a
carreira bancária interrompida. Seus argumentos não convenceram a relatora
Sueli Bellato, que negou essa parte do pedido. "Tenho
dificuldade de entender que houve perseguição política. Essa época era outra.
O que o fez assinar essa demissão?", indagou Sueli Belatto
em seu voto. A reparação
única foi aprovada pelo fato de Poleto ter anexado
ao processo um documento sigiloso do Banco do Brasil que o apontava como
"concitador de movimento subversivo". Ele
ingressou no banco em janeiro de 1976 e trabalhou Poleto foi um dos responsáveis pelo aluguel de uma casa no
Lago Sul da capital federal, onde a turma de Palocci
realizava festas. A comissão julgou outros casos de antigos funcionários do
banco, mas que atuaram contra a ditadura militar nos anos Brizola Neto se irrita com veto a dupla indenização Irritado com a
rejeição, pela Comissão de Anistia, do pagamento de uma indenização mensal de
R$ 16,9 mil à sua avó materna, Doris Daudt, o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) fez uma
confusão no local da reunião quarta-feira e xingou um conselheiro de
"cara de pau". Doris é viúva de Alfredo Daudt, ex-piloto militar, que na época da ditadura foi
cassado e perdeu o direito de exercer a profissão. Daudt
e dezenas de outros pilotos na mesma situação foram anistiados
em 1985. Seus familiares já recebem prestação mensal de cerca de R$ 16 mil. Brizola Neto fez
um discurso no plenário contra a decisão da comissão, mas omitiu que entre os
pilotos julgados estava o seu avô. A comissão revoltou-se com o comportamento
do parlamentar. - É um deputado
que usa seu cargo público para atuar em causas particulares - disse o
conselheiro Edson Pistori. O deputado disse
que a comissão está mais preocupada em resguardar os interesses do erário
público: - A comissão defende também os interesses daqueles
que não querem fazer valer as reparações e as indenizações de quem foi
injustamente perseguido pela ditadura militar. |