TRIBUNAL DA ANISTIA
SERÁ INSTALADO NO FÓRUM SOCIAL
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JORNAL PEQUENO 26/01/09 OSWALDO VIVIANI No
dia 30 deste mês, acontece em pleno território do Fórum Social Mundial, em
Belém, o julgamento de oito processos referentes à anistia política de
paraenses perseguidos na ditadura militar. O Ministério da Justiça vai montar
um tribunal específico para a análise desses processos no campus da
Universidade Federal do Pará (Ufpa), uma das
instituições – a outra é a Universidade Federal Rural da Amazônia
– que abrigam o Fórum Social Mundial. Ainda no primeiro semestre deste
ano, a Caravana da Anistia julgará 350 pedidos referentes exclusivamente à
Guerrilha do Araguaia. Os
julgamentos marcados para o dia 30, em Belém, acontecem em sessão pública. É
a primeira vez que a Caravana da Anistia julga processos no Pará – o
Ministério da Justiça já havia promovido julgamentos nos estados do Rio
Grande do Sul, Goiás, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas.
“Vamos apreciar um conjunto de processos de perseguidos políticos ou
que eram da militância de esquerda do Pará, ou que nasceram e ainda vivem no
estado. Há casos de estudantes e professores que foram perseguidos políticos
e outros militantes comuns nas organizações de esquerda da época”,
afirmou o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão. Além
do ministro da Justiça, Tarso Genro, e da governadora Ana Júlia Carepa, o julgamento contará com a presença dos próprios
interessados nos processos. Serão analisados os pedidos de anistia de:
Maurice Politi, Amariles
Araújo de Carvalho, Maria do Socorro Mourão, Pedro Augusto Portugal, Jane
Vasconcelos Dantas, Juraci Mendes de Oliveira, Izabel Marques Tavares e Maria
de Lourdes Couceiro. Pelo menos dez funcionários do
Ministério da Justiça serão deslocados de Brasília para Belém, já que cada
processo tem um relator específico. Paulo
Abrão confirmou que todos os processos referentes à Guerrilha do Araguaia
serão julgados anda no primeiro semestre deste ano. A partir de março, a
Comissão de Anistia define a data exata em que a Caravana chegará a São
Domingos do Araguaia. Lá serão analisados exclusivamente os processos
referentes à guerrilha. Abrão adianta que dos 350 pedidos de anistia, cerca
de 200 casos reverterão em processos que podem resultar indenização à
população local envolvida. Somente após a análise de cada caso
individualmente, o Ministério da Justiça anunciará a concessão da anistia e,
por conseqüência, do ressarcimento. |