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CARAVANA DA
ANISTIA CHEGA AO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL |
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COMISSÃO DE
ANISTIA 28/01/09 A
caravana da anistia chega neste sexta-feira (30) a
Belém do Pará, como parte da programação do Fórum Social, para o julgamento
dos processos de oito pessoas que se declaram perseguidas políticas durante a
ditadura militar (1964-1985). O Ministro da Justiça, Tarso Genro, vai compor
a mesa. Os
requerentes são: Maria de Lourdes Couceiro Simões,
Juraci Mendes de Oliveira (post mortem), Maurice Politi,
Jane Vasconcelos Dantas, Pedro Augusto Celso Portugal, Francisco Felipe
Cardoso (post mortem), Izabel Marques Tavares da Cunha, (post mortem), José
Maria de Carvalho Filho (post mortem) e Arnaldo Barreto Almeida. A
Caravana, projeto da Comissão de Anistia, tem o
propósito de divulgar o trabalho do órgão pelo país e apreciar os processos
nos locais onde se deram os fatos. Também visa contribuir para uma formação
histórica, humana, política dos jovens, em especial, além do exercício de
novas formas de democracia e cidadania. A
iniciativa teve início em abril de 2007 pelo Rio de Janeiro e já passou por
13 estados, além do Distrito Federal, resultando no julgamento de 300
processos. Após o Fórum, Comissão voltará até o fim do semestre ao
Pará, na região do Araguaia, para julgar processos envolvendo camponeses e
mateiros que tiveram algum tipo de envolvimento na guerrilha instalada nos
anos 70 pelo PCdoB e
reprimida pelo Exército. Estarão,
ainda, presentes à sessão - o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão
e a governadora Ana Júlia Carepa. O julgamento seráacontece a partir das 10h, na Universidade Federal do
PA (UFPA). Oficinas Perdão
do Estado A
Comissão de Anistia do Ministério da Justiça existe desde 2001, quando o
Congresso Nacional aprovou por unanimidade a lei 10.559. Ela foi criada para
reparar os prejuízos causados pelo Estado a quem foi perseguido
político entre 1946 e 1988. Desde
então, já foram protocolados no órgão cerca de 62
mil processos. Destes, 38 mil foram julgados – 25 mil deferidos. Dos
deferidos, 10 mil tiveram direito a reparação econômica. Os outros 15 mil
tiveram concedido a declaração de anistiado político
por parte do Estado brasileiro. A
meta do ministro Tarso Genro é zerar a pauta de julgamentos do órgão até o
final de 2010, quando se encerra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da
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