MINISTRO DA JUSTIÇA DEBATE ANISTIA E TORTURA NO FSM 2009

AGÊNCIA PARÁ 31/01/09

 

Para Tarso Genro, a mídia tem um papel importante em qualquer ato político.

 

Tarso Genso participou do um debate “Os desafios para a consolidação da justiça na formação da democracia”

 

Na manhã deste sábado (31), um debate intitulado “Os desafios para a consolidação da justiça na formação da democracia”, no campus profissional da Universidade Federal do Pará (UFPA), dentro da programação do Fórum Social Mundial 2009, uniu o ministro da Justiça, Tarso Genro; o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abraão Pires; e o advogado Modesto da Silveira, da Casa da América Latina. Mesmo admitindo que a constituição brasileira ainda necessita de urgentes reformas, classificou-a como intermediária em relação a de outros países.

 

Durante o debate foi abordada a questão da tortura, que ainda existe no Brasil, embora com intensidade muito menor que durante o período do Golpe Militar após 1964. “Devemos considerar que, na sociedade moderna, houve uma mudança radical na estrutura e relação das classes sociais”, disse o ministro.

 

Genro abordou a mídia como um novo sujeito responsável pela efetivação destas mudanças. “A mídia deixou de ser apenas uma estrutura e hoje é um sujeito reconhecido. É impossível fazer qualquer ato político sem pensar na leitura que a mídia vai ter”.

 

Modesto da Silveira falou de sua luta contra a ditadura e nos processos de anistia. Para ele, uma das grandes dificuldades é a destruição dos documentos. “Os documentos, quando são destruídos ou escondidos, são privatizados e isso dificulta o andamento dos processos de anistia”, afirmou Silveira.