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DILMA DIZ CONSIDERAR TORTURA
UM 'CRIME IMPRESCRITÍVEL' |
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AGENCIA
ESTADO 31/10/08 Parecer
da AGU contra revisão da Lei de Anistia abriu crise com secretário especial
de Direitos Humanos LEONARDO GOY A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff,
disse nesta sexta-feira, 31, que, "pessoalmente, como cidadã",
considera a tortura um crime "imprescritível". Dilma, que
participou da guerrilha contra o regime militar, evitou, porém, fazer
avaliações sobre o mérito do parecer da Advocacia Geral da União (AGU) que,
com base na Lei de Anistia, considerou perdoados os crimes de tortura
praticados entre 1964 e 1985 pela ditadura.
Vannuchi cobrou na última quinta, em tom duro,
que a AGU reveja já o parecer que, a seu ver, "beneficia
torturadores". Disse ainda que tem respaldo do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva para não deixar o tema sem solução. "Torturadores e vampiros
têm horror à luz, pois se alimentam das trevas, do silêncio, da
escuridão", disse Vannuchi. "Mas não haverá pedra em cima do
assunto", disse ele, ressalvando, que o governo está "aberto ao
diálogo e à reconciliação". A AGU divulgou parecer em que considera cobertos
pela Lei da Anistia - e, portanto, não passíveis de punição - os acusados de
tortura durante o regime milietar. José Antonio Dias Toffoli, chefe do órgão
e alvo das críticas de Vannuchi, foi orientado pelo Palácio do Planalto a não
polemizar sobre o assunto. |