Curió permaneceu preso por apenas três horas

Brasília, 01 de abril de 2011.


O Globo


Militar que combateu a Guerrilha do Araguaia foi detido por porte ilegal de armas e logo solto


SÃO PAULO. Preso por posse ilegal de armas, o major de reserva Sebastião Curió Rodrigues de Moura, um dos chefes da repressão à Guerrilha do Araguaia (TO) nos anos 70, passou apenas três horas na prisão do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília. Curió foi preso pela Polícia Federal na terça-feira, em sua casa, numa operação de busca e apreensão a documentos da ditadura, sob ordem da Justiça Federal. Além de documentos e computador, policiais teriam encontrado quatro armas sem registro.



Curió prestou depoimento à Justiça Federal e à Superintendência da PF e foi levado preso à noite para o Batalhão do Exército, por ser militar. Segundo o Exército, Curió ficou preso das 22h30m de quarta-feira até a 1h30m de ontem. Ele foi solto por decisão do juiz de plantão Frederico Ernesto Cardoso Maciel, do Tribunal de Justiça do DF. O alvará de soltura foi concedido porque Curió tem endereço fixo, não atrapalhou a investigação e tem mais de 70 anos.



O militar deverá responder a processo por posse ilegal de armas. O mandado de busca e apreensão foi ordenado pela Justiça, dentro de processo movido por 22 familiares de 25 vítimas da Guerrilha do Araguaia.