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Brasília,
01 de abril de 2011.
Os três generais que deixarão o Exército são considerados da ala mais
moderada da força, mas pelo menos dois colocaram os militares em saia justa
com o Planalto. O primeiro deles foi Antônio Gabriel Ésper,
hoje comandante de Operações Terrestres. Em 2004, quando
era chefe do Centro de Comunicação Social do Exército (Cecomsex),
ele emitiu nota que tentava justificar a queda de Jango pelos
militares. Para complicar, o então comandante do Exército, Francisco
Albuquerque, não estava no Brasil e não teria autorizado o comunicado, da
mesma forma que o ex-ministro da Defesa José Viegas.
Considerado um dos generais mais cultos do Exército, Augusto Heleno Ribeiro
Pereira é um dos defensores da soberania da Amazônia e atuou durante anos
como comandante militar na região. Numa palestra sobre o tema, ficou célebre
por fazer críticas ao governo, principalmente à política indigenista, durante
a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima. Chamado
a dar explicações, escapou de sanções em função de sua ficha funcional. Da
ala intermediária entre moderados e linha-duras, foi o primeiro comandante
das tropas brasileiras no Haiti. À época, discordou da forma como a
comunidade internacional tratava a situação no país caribenho.
O atual chefe do Estado-Maior do Exército, Marius
Teixeira Neto, também vai deixar a força. Ele comandou várias unidades,
principalmente em sua área, a de engenharia. O quarto general que iria deixar
a farda nos próximos dias seria o general José Elito,
hoje ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ao assumir o
cargo, ele adiou o descanso. Elito foi repreendido
pela presidente Dilma Rousseff no segundo dia de
governo por ter se pronunciado sobre o regime militar em 1º de janeiro. Ele
sustentou que o país não precisava se envergonhar dos desaparecidos
políticos, que eram um “fato histórico”.
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