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Brasília,
01 de dezembro de 2010. Segundo procuradora que integra
força-tarefa encarregada de procurar corpos de presos políticos, restos podem
fazer parte de vala comum Fausto Macedo - O Estado de S.Paulo Restos
mortais foram encontrados ontem em ossário oculto
sob um canteiro do cemitério Vila Formosa, na zona leste de São Paulo. Até a
profundidade que os peritos da Polícia Federal conseguiram chegar havia 16
sacos azuis de plástico contendo ossadas que foram retiradas e levadas para
exames de identificação no Instituto Médico Legal (IML). "Alguns
sacos têm identificação do serviço funerário e datam das décadas de 80 e
90", disse a procuradora da República Eugênia Fávero, que integra
força-tarefa do Ministério Público Federal para buscas de corpos de
militantes políticos que teriam sido mortos pela repressão militar e atirados
em vala clandestina no maior cemitério da América Latina. "Ainda não é o
que estamos procurando, mas são ossos que não poderiam estar sob um aterro." Procuradores
federais suspeitam que pelo menos dez desaparecidos políticos teriam sido sepultados ali no período mais implacável dos
anos de chumbo. Em algum lugar do cemitério pode estar o corpo de Virgílio
Gomes da Silva, o Jonas, líder sindical dos químicos, que liderou o sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, em 1969. Eugênia
e o procurador regional Marlon Alberto Weichert são
autores de uma ação civil pública que pede responsabilização de quem
autorizou esconder cadáveres de opositores da ditadura. Os peritos vão
vasculhar Vila Formosa até sexta-feira. As ossadas ontem recolhidas serão submetidas a análise antropológica - fotos, dados médicos e dentários de desaparecidos serão cruzados com as características das ossadas. Essa primeira fase da investigação será realizada em conjunto pelo IML e os peritos da PF. Depois, será coletado o material genético, para confrontação com dados dos familiares das vítimas que compõem banco de DNA. O ESTADO DE SÂO
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