Versão para cinema terá mais detalhes

Brasília, 07 de abril de 2011.



O jornalista Flávio Tavares afirma que a versão para cinema do documentário "O Dia que durou 21 anos" terá abordagem mais ampla, com detalhes que não puderam entrar na versão televisiva. Um desses detalhes será a revelação de que, diferentemente do que se acreditava, a reaproximação entre Castelo Branco e o comandante do II Exército, general Amaury Kruel, não se deu às vésperas do golpe, mas bem antes - e em articulação do embaixador Lincoln Gordon, por meio do adido militar dos EUA, coronel Vernon Walters.

O oficial conseguiu que o marechal Costa e Silva promovesse um jantar em sua casa, no Rio, em janeiro de 1964, para que Castello e Kruel, rompidos desde a Segunda Guerra Mundial, na Itália, se reaproximassem. "Um telegrama do Gordon diz que o adido militar o informa disso", conta Tavares.