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Brasília,
08 de agosto de 2011.
Ex-chanceler assume Ministério na segunda-feira,
em lugar de Nelson Jobim, demitido pela presidente Dilma Rousseff
na quinta.
O Estado de São Paulo
O futuro ministro da Defesa, Celso Amorim, garantiu neste
sábado, 6, que não pretende mudar a linha de atuação de seu antecessor,
Nelson Jobim, demitido na quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff. "Não vou reinventar a roda", disse
Amorim a assessores, após encontro de uma hora e quarenta e cinco minutos com
comandantes da Aeronáutica, Exército e Marinha realizado no Palácio do Planalto.
A referência à roda foi feita por Amorim quando os comandantes mostraram
preocupação com propostas polêmicas dentro e fora do governo, como a da
Comissão da Verdade, que poderia levar à revisão da Lei da Anistia. Amorim
disse que esse assunto não está em discussão.
Amorim tomará posse na segunda-feira, 8, à tarde. O horário ainda não foi
definido nem há a certeza da presença da presidente Dilma Rousseff,
embora assessores tenham dito ser provável que ela vá. Amorim disse aos
comandantes que pretende reunir-se com eles, individualmente, na próxima
semana, para se inteirar do que cada uma das Forças vem fazendo.
Antes do encontro com os comandantes militares, Amorim esteve com a
presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada,
das 13 hs às 15h30, quando
recebeu as primeiras orientações sobre a forma como deve atuar. Dilma não
quer que ele se envolva em polêmicas, como mudança nas negociações da
Comissão da Verdade, cujo projeto já se encontra no Congresso.
Informações de bastidores do lado das Forças Armadas revelaram que o encontro
com os comandantes foi tranquilo. Depois de ouvirem
de Amorim um pedido de ajuda para que possa tocar o ministério sem maiores
contratempos, os oficiais-generais falaram a respeito de suas Armas. Em
conjunto, eles disseram ser importante preservar o
orçamento do Ministério da Defesa para o ano que vem.
O comandante do Exército, general Enzo Peri, falou a respeito do Sistema de
Vigilância de Fronteiras (Sisfron), dos acordos com
os países vizinhos, do uso do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e da necessidade de desenvolver o carro de combate
Guarani, para o transporte de tropas.
Por sua vez, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti
Saito, referiu-se aos aviões P3, comprados dos
Estados Unidos, que estão sendo reformadas por uma empresa espanhola e que
são próprios para patrulhas antisubmarinas. Disse
que dois dos nove ficarão prontos ainda esse ano.
Lembrou-se também da necessidade de equipar a Força Aérea com novos caças, no projeto conhecido por FX. Três países
tentam vender os caças ao Brasil: Estados Unidos,
França e Suécia.
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