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Brasília,
08 de agosto de 2011.

A militares, Dilma indica que
lei da Anistia é intocável
Tânia Monteiro e Vera Rosa - 6/08/2011 - 08:36
Na tentativa de acalmar os militares, que
reagiram mal à escolha do ex-chanceler Celso Amorim para o Ministério da
Defesa, a presidente Dilma Rousseff reuniu hoje os
comandantes das três Forças Armadas, no Palácio da Alvorada, e disse não
haver motivo para preocupações. Dilma pediu aos militares que mantenham a
"normalidade institucional", abriu um canal mais direto de
relacionamento com eles e disse que seu governo não permitirá revanchismos.
O encontro durou uma hora e ocorreu no dia seguinte ao da demissão de Nelson
Jobim, que chefiava o Ministério da Defesa desde 2007, no segundo mandato do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidente fez questão de reunir a
o alto comando da tropa, pouco antes de viajar para a Bahia, com o objetivo
de desfazer o mal-estar.
Em mensagem teleguiada para acalmar a caserna, Dilma afirmou que ninguém
precisa temer mudanças. Embora não tenha tocado no assunto com todas as
letras, todos entenderam na conversa que não haverá revisão da Lei de
Anistia, que impede a abertura de processo e punição de agentes de Estado que
atuaram na ditadura e praticaram crimes contra os opositores do governo como
tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados.
Amorim tomará posse na segunda-feira e
amanhã vai se reunir com os comandantes militares, em Brasília. Da mesma
forma que Dilma, disse aos mais próximos que fará um trabalho de
"distensão". Não haverá solenidade de transmissão de cargo. A saída
de Jobim foi oficializada na quinta-feira à noite, e Dilma procurou deixar
claro, na conversa de ontem com os militares, que, assim como eles, a
Presidência também não pode admitir insubordinação. Jobim caiu depois de ter
dado uma entrevista à revista Piauí, na qual faz críticas aos auxiliares mais
próximos de Dilma e ao próprio governo. As informações são do jornal O
Estado de S. Paulo.
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