Investigação da morte de Jango é reaberta pela
Procuradora da República Dra. Gilda Pereira de Carvalho
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Brasília,10
de junho de 2011. Investigação
da morte de Jango é reaberta pela Procuradora da República Dra. Gilda Pereira
de
Carvalho
“Senhor Presidente do Instituto João
Goulart: informamos que o procedimento administrativo
instaurado a partir de representação formulada por Vossa Senhoria, com vistas
à investigação sobre as circunstâncias da morte do ex- presidente João
Goulart, em 06/12/1976, na Estância de Com estas palavras iniciais a decisão corajosa da
Procuradora da Republica Dra. Gilda Carvalho determina a Procuradoria do Rio
Grande do Sul, que não arquive as investigações sobre a morte de nosso
patrono, o Presidente João Goulart e ainda determina que sejam ouvidas as
testemunhas de agentes americanos residentes sobre outra identidade nos EUA,
assim como, que o Ministério Público tome outras providências que não foram
tomadas para dar prosseguimento a referida investigação. Diz
ainda em sua fundamentação que a Constituição garante o direito á Memória e
Verdade. O primeiro quando o artigo 216³ elege a memória a patrimônio
cultural brasileiro e o segundo quando garante o
acesso as informações, a teor do art.5°.§2°4, 5°LXXII,
IV5, IX6, XIV7, XXXIII8, XXXIV, b9, e art. 220 10. O
art. 129, II ¹¹, da Constituição diz que o Ministério Público deve zelar para
que os poderes públicos efetivem esses direitos. A lei complementar 75/93, no
art.6 °12 prevê inquérito civil público com
instrumento que dote o MPF de informações, elementos e provas necessárias à
proteção dos direitos constitucionais, sociais e interesses individuais
indisponíveis, homogêneos, sociais, difusos e coletivos. Mais
adiante a procuradora requer ainda: (e)
Solicitar documentos/informações às autoridades civis e militares brasileiras
relacionadas ao DOI/CODI de São Paulo para confirmar versão sobre viagens do
então Diretor, já falecido Sr. Sergio Paranhos Fleury, codinome de Dr.
Vidigal, e de supostamente seu filho, Sr. Laércio Fleury, para encontrar-se
com o Gral uruguaio Luiz Vicente Queirolo, que
chefiaria o Grupo “GAMMA”, para tratar do monitoramento do
ex-presidente... Em
nome da Verdade e da Memória, e dever para com nossa história, nós do IPG,
Instituto João Goulart, mais uma vez mostramo-nos esperançosos que desta vez não tenhamos mais surpresas de ordem de falta de
coragem de nossas autoridades civis e judiciárias, para que o Brasil possa
ter autonomia e soberania necessária para citar o governo dos EUA e fazer com
que os agentes da CIA, que derrubaram democracias no passado em uma
vergonhosa intervenção de intromissão em outros países, possam ao menos
prestar esclarecimento diante de nossos magistrados para que o nosso
país possa passar a limpo sua história. |