REUNIÃO SOBRE O SEMINÁRIO ANISTIADOS DO BRASIL 2008

 

Brasília, 13 de maio de 2008.

 

Abaixo transcrevemos relatório produzido pelo cap. José Wilson, presidente da AMPLA, sobre a reunião do dia 07/05/2008 na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos deputados:

 

 

“Após o encerramento da reunião da Comissão Especial da Câmara, no mesmo plenário 13, permaneceram reunidos os representantes de entidades de anistiados presentes para tratar da proposta de um seminário nacional ou latino-americano sobre direitos humanos e os anos das ditaduras no continente. Presentes: Wilson, Alberto, Micheas, Arlindo, Getúlio, Nilson, Humberto, Antônio Pinto, Hilton, Rosa, Elias, Jeorgino, Maristela, Camilo da Paixão, D’Ornellas, Cicinato, Firmo, Aldo Nunes, Bezerra, Paulo Pereira, Aleinaldo, Guimarães, Reynaldo Manga, Gilberto, Edson, Maia, Osmar, e alguns que não assinaram.

 

A reunião começou com a presença da Dra. Mariza Ferreira, representante da C.D.H.M. da Câmara, que teve que se ausentar. Os trabalhos foram conduzidos pelo Cap. Wilson com a participação aberta e informal de todos os presentes. Explicitamente sem estrelas nem distinções, apenas com propostas de trabalho. A Dra. Mariza leu o documento conclusivo do Fórum/SP; Falaram os companheiros Alberto, do Fórum/SP, apresentando a proposta da entidade de “um Congresso em Brasília ou São Paulo, com muita independência dos poderes públicos”; falou Paulo Pereira, do Rio, falou Jaques D’Ornellas, do Rio; falou Rosa, com um toque de dúvida sobre a participação de todos nos trabalhos efetivos e financeiros: falou Alberto: falou Magabeira, tecendo opiniões; falou Nilson, do Rio; falou Getúlio, permanente participante; falou Zezinho do Araguaia, sobre a ausência dos camponeses; falou Elias, dos cabos da FAB; falou Rosa, novamente; Magabeira, novamente; falou Francisco Maia, da     ACIMAR/SP; falou Dr. João Guimarães, Marinha, da AMPRA/RJ; falou Dr. Firmo Chaves, da ANIBRAS/RJ; Edson Nonato, da Bahia; falou Getúlio, novamente; e Alberto. Wilson comentou (não leu) o documento do Seminário realizado em S.Paulo em 15 a 17.04, liderado pelo Nelson Martinez, como boa postura.

 

Todos os presentes à reunião opinaram pela realização de um ato que reagrupasse e denunciasse os problemas vividos no âmbito de seus respectivos países, como crimes, abusos, prejuízos materiais e morais, bem com as aplicações de anistias e reparações, os arquivos dos períodos das ditaduras, as continuadas perseguições, as más vontades nas aplicações de leis, a defesa da democracia e do estado de direito e respeito ao ser humano. Para tanto precisaríamos da participação de representantes de um significativo número de representantes dos países latino-americanos. Como conseqüência teria que ser escolhido um nome adequado: se Congresso, se Seminário, se Fórum, se Encontro. Ficou prevalecendo a designação de “Seminário sobre Direitos Humanos dos Atingidos pelas Ditaduras na América Latina - SEDHAM”.

 

Foi discutida a necessidade de providenciar os primeiros contatos com autoridades, convites a palestrantes e a busca de meios materiais e meios financeiros para alojamentos e passagens.

 

Para iniciar as primeiras providencias foi designado um Grupo de Trabalho Provisório dentre os companheiros presentes constituído dos seguintes nomes: Getúlio, Rosa, Maristela, Zezinho, D’Ornellas, Edson Nonato, Xexéu, Alexandrina, Agenor, Aleinaldo, Wilson. Guimarães e Manga foram designados tesoureiros para providenciar um primeiro levantamento das necessidades de fundos. Para dar continuidade dos assuntos tratados ficou marcada uma próxima reunião no mesmo dia da reunião da CEANISTI, para facilitar o comparecimento, depois de encerrados os trabalhos desta, e no mesmo local. Portanto, dia 14.05, deverá ficar definido o nome do evento e uma Comissão que tenha por fim levar a efeito as providências necessárias, bem como a confirmação da participação da Comissão de Direito Humanos, da CEANISTI, da Comissão DH do Senado, e demais organizações congêneres.”