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Brasília,
15 de junho de 2011.
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O Conversa
Afiada reproduz e-mail que recebeu do amigo navegante Marcelo
Zelic:
Caro Paulo
Henrique o ATO PÚBLICO que ocorre amanhã na Sede Regional do Ministério
Público Federal em São
Paulo (ver convite abaixo) para repatriação dos documentos
do Projeto Brasil: Nunca Mais, que se encontram em
Chicago e em Genebra, é um marco na busca por justiça no Brasil.
Começam a circular rumores de que a Senadora Ideli Salvatti já trabalha para
manter o vergonhoso SIGILO ETERNO de documentos sobre o período da ditadura
civil-militar de 1964-1985. Tal postura se adotada pelo governo da Presidenta
Dilma Rousseff irá colidir de frente com a decisão
da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O Brasil foi condenado pelos crimes de lesa-humanidade praticados neste
período e a sentença aponta para atitudes concretas que deverão ser tomadas
no sentido de desobstruir a justiça, ou seja rever a
decisão do STF sobre a ADPF 153 que protege os torturadores, a abrir os
arquivos, a localizar e entregar para o sepultamento digno os desaparecidos
políticos, a trabalhar as escolas de formação das forças de segurança
adequando-as ao Nunca Mais e à democracia.
Repatriar os documentos do Brasil: Nunca Mais e abrir acesso universal,
livre e gratuito a um milhão de páginas pela internet, iniciativa do Armazém
Memória, Arquivo Público do Estados de São Paulo,
Ministério Público Federal, com apoio do Arquivo Nacional, Conselho Mundial
de Igrejas, CRL-LAMP e Instituto de Políticas Relacionais e OAB do Rio de
Janeiro, é um chamado a razão, é um clamor para que o estado brasileiro
cumpra integralmente a decisão que condenou o Brasil na Corte.
Assim convidamos os internautas e amigos navegantes a comparecerem no Ato Público e juntos reafirmarmos a necessidade da
sociedade conhecer seu passado histórico e fazer justiça.
A decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos é fundamental para
o desenvolvimento da cidadanis, por isso,
CUMPRA-SE.
Abraços
Marcelo Zelic
Vice-presidente
do Grupo Tortura Nunca Mais-SP e membro da Comissão
Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo
Coordenador
do Projeto Armazém Memória
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