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CT
de Marighella no Entorno |
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Brasília,
18 de abril de 2011.
O primeiro documento foi produzido em março
de 1969 pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) e difundido à Polícia
Federal e aos órgãos de inteligência das Forças Armadas. Nele, os militares
relatam que a primeira atividade do que eles chamaram de “Ala Marighella” ocorreu em uma fazenda de Formosa (GO),
dois anos antes. Foi a eleição da diretoria local do
Partido Comunista Brasileiro (PCB). No mesmo período, conforme o relatório, houve treinamento no interior de Minas, na região
próxima ao DF. Os exercícios foram realizados
respectivamente em Paracatu (MG), promovido pelo comitê central, e em uma
chácara provavelmente em Goiás. “Durante o ano de 1967, o grupo
participou de dois exercícios de guerrilhas, com duração de quatro dias,
contando com o emprego de metralhadoras INA, rifle, espingarda, pistola Colt .45,
Parabelum, carabina e revólveres”, diz um
trecho do relatório. O documento acrescenta que os dissidentes também foram
treinados para utilizar granadas de mão, explosivos e coquetel Molotov. Uma parte do grupo era de pessoas vindas de São
Paulo que estiveram em Formosa, Niquelândia, Posse,
São Domingos, Arraias, Monte Alegre e Campos Belos. O texto revela, ainda,
que havia a intenção de mandar alguns militantes para treinamento em Cuba. Infiltrado Sobre a Var-Palmares, organização à qual pertenceu Dilma Rousseff, não há detalhes sobre sua atuação em Brasília e
Goiás. Um relatório do Centro de Inteligência do Exército revela que, em 30
de abril de 1970, uma pessoa foi presa no Rio de Janeiro, o que desencadeou
operações militares no DF e Da militância à execução
Um ano depois do golpe militar de 1964, Marighella adere à luta armada. Deixa o PCB e funda a
Aliança Libertadora Nacional (ALN), uma das organizações responsáveis pelo sequestro do embaixador americano Charles Elbrick. Depois de atuação destacada na militância, Marighella morre em uma emboscada em novembro de 1969, no
centro de São Paulo. Acabou assassinado por agentes do delegado Sérgio
Paranhos Fleury, um dos mais temidos na ditadura. "Detector" de subversão
No manual, o Centro de Inteligência do
Exército (CIE) explica que uma das maneiras de perceber indícios da presença
de guerrilheiros é quando há, em determinadas regiões, de uma hora para
outra, pessoas com bom nível intelectual, destoando da população nativa. Para
montar um campo, ensina o documento, o guerrilheiro pode comprar a terra ou
adquirir o título legalmente, manter atividades agrícolas normais, inclusive
com finalidade econômica. O texto alerta, adicionalmente, que é
necessário observar aspectos sobre o indivíduo suspeito para saber que ele
irá montar um centro de treinamento. Entre eles está a
compra de grande quantidade de munições, a proibição de colonos entrarem na
casa principal e a presença de muitos “parentes”. |