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Brasília,
20 de junho de 2011.
O ex-ministro José Dirceu afirmou neste sábado (18) que,
apesar de entendimento contrário da AGU (Advocacia-Geral da União), vai
continuar defendendo a tese de que crimes como tortura e assassinatos
cometidos durante a época da ditadura militar não prescrevem.
Dirceu fez a afirmação ao ser questionado sobre a posição do governo de
enterrar a possibilidade de rever a Lei da Anistia.
Para ele, "mais cedo ou mais tarde será declarado por autoridades internacionais
que o Brasil está fora da lei".
"Estamos em sentido contrário de todos os outros países do mundo,
principalmente da América do Sul", afirmou.
Ainda para o ex-ministro, o Brasil precisa reconhecer os autores que
praticaram atos graves na ditadura – que eles pelo menos sejam expostos.
"Nós queremos a verdade."
Ao chegar em um evento em Brasília, Dirceu também
falou sobre a posição do governo de manter documentos em sigilo eterno.
"O ideal seria que não tivessemos nenhuma
restrição quanto a documentos, mas a vida é dura, né?"
Em sua opinião, o ideal seria a aprovação de projeto como o que foi votado na
Câmara, com a possibilidade de sigilo de 25 anos, renováveis pelo mesmo
período.
fonte: Folha.com
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