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Governo vai
buscar desaparecidos políticos em SP |
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Brasília,
28 de maio de 2010. Cemitérios
de Parelheiros e Vila Formosa podem ter sido usados para esconder
assassinatos O MPF
(Ministério Público Federal ) Segundo o MPF, há suspeita de que os cemitérios podem ter sido usados para ocultar restos mortais de desaparecidos políticos durante a ditadura militar (1964-1984). O MPF quer evitar a descaracterização de provas e até a perda de material genético que possa resultar numa eventual identificação das ossadas. A procuradora da República Eugênia Fávero e o procurador regional da República Marlon Alberto Weichert receberam as denúncias sobre as valas comuns do ex-administrador do cemitério de Parelheiros Laércio Ezequiel dos Santos e da família do desaparecido político Virgílio Gomes da Silva, o Jonas. A família do preso político obteve documentos que apontam que ele teria sido enterrado no cemitério da Vila Formosa e estaria atualmente numa quadra renumerada do cemitério ou em um ossário não identificado. O cemitério foi remodelado em meados dos anos 70. No caso de
Parelheiros, a suspeita é de que teria existido no bairro, no extremo sul da
cidade, um campo de treinamento militar onde presos
políticos seriam torturados e interrogados. Não há notícia de que alguém
tenha sobrevivido. O local é conhecido como Sítio 31 de Março. |